Quarta, 05 Agosto 2009 12:08

Programa de Apadrinhamento tem adesão no próprio Poder Judiciário

Cresce a cada dia o número de adesões ao Programa de Apadrinhamento Ser Humano, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe. São pessoas que, assumindo a condição de padrinhos ou madrinhas, estão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes intitucionalizados nos abrigos do Estado de Sergipe, proporcionando apoio afetivo, auxílio material e acesso a serviços.

Uma dessas pessoas é o Desembargador Edson Ulisses de Melo, que aderiu ao Programa de Apadrinhamento, na modalidade Provedor, e tornou-se padrinho de um adolescente de 13 anos, institucionalizado em um abrigo de Aracaju, proporcionando-lhe um curso de Montagem e Manutenção de Computadores, na Microlins - Luminus Formação Profissional Ltda, arcando com os custos de matrícula e mensalidade.

O Apadrinhamento Provedor é destinado a pessoas que demonstrem condição financeira para a contribuição material, sob a forma de dinheiro ou bens. No caso citado, a um adolescente, com chance remota de adoção em razão da idade, foi dada a oportunidade de adquirir formação profissional que lhe possibilite a inserção futura no mercado de trabalho.

O Desembargador é também doador para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Aracaju, por meio do Convênio firmado entre o Tribunal de Justiça e o CMDCA(Link) , assim como outros magistrados, sendo essa mais uma ação desenvolvida pela Coordenadoria da Infância e da Juventude. 

Segundo o Desembargador Edson Ulisses o Programa de Apadrinhamento Ser Humano é a oportunidade de garantir um futuro as crianças acolhidas em abrigos. Ele destacou que um projeto dessa natureza é também uma forma de combater a falta de oportunidade profissional desses jovens. Minha adesão ao programa tem como objetivo ver aquela criança ser reconhecida como um cidadão e um profissonal enfatizou.

Para a Juíza-Coordenadora Vânia Ferreira de Barros, a atitude do Desembargador Edson Ulisses é um exemplo de prática da cidadania e evidencia o compromisso com a responsabilidade social dos que acreditam que é possível construir uma sociedade menos desigual.

Além do Desembargador Edson Ulisses, uma magistrada e outros servidores do Poder Judiciário já aderiram ao Programa Ser Humano. A analista judiciária Márcia Menezes patrocina um curso de dança para uma garota de 13 anos, abrigada no Projeto Esperança. Já a servidora Maria Augusta Nascimento Lima, da Central de Mandados, ministra atividades lúdicas também no Projeto Esperança. A servidora Kátia Lima aderiu ao Programa na modalidade afetiva e, há dois meses, assumiu o apadrinhamento de três crianças, de 5, 9 e 13 anos, abrigadas na Casa Santa Zita.