A manhã de hoje, dia 11, foi de muita comemoração no Abrigo Sorriso, localizado no conjunto Santa Tereza, Zona Sul de Aracaju, e que atende a 47 crianças de até 6 anos. Além da festa do dia das crianças, com entrega de brinquedos e realização de atividades lúdicas, o Tribunal de Justiça de Sergipe apresentou os primeiros resultados do Programa Familiarizar que, entre outros projetos, está realizando o Mutirão de Adoção. Desde agosto, quando o levantamento de crianças abrigadas foi iniciado, 17 já foram reinseridas no seio familiar.
Para a Presidente do TJSE, Desembargadora Célia Pinheiro, a festa de hoje foi celebrada por corações sensibilizados e fraternos. Se a regra para alcançar o sucesso é fazer o que se ama, creio que esse grupo trilha pelo melhor caminho. Essa é nossa responsabilidade. Esse é o nosso compromisso. Vamos juntos promover a integração de nossa infância e juventude aos frutos do progresso e do bem-estar, ressaltou a Presidente, que se juntou à criançada e ajudou o mágico nas brincadeiras.
A Juíza Corregedora do TJSE, Dauquíria de Melo Ferreira, explicou que o Programa Familiarizar tem como uma das propostas encontrar soluções para as quase 300 crianças espalhadas por 17 abrigos da capital e interior do Estado. Hoje é um dia de festa, dia de mostrar à sociedade e aos parceiros os primeiros resultados do programa, disse. Na próxima semana, o trabalho continua em outros abrigos, com o levantamento da situação de cada um deles. Vamos avaliar onde devem ser realizadas as ações mais urgentes, acrescentou a Juíza.
O Juiz da Infância e Juventude, Antônio Magalhães, lembrou que o Judiciário está se empenhando ao máximo para devolver crianças e adolescentes abrigados à família, seja ela biológica ou substituta. Antes do mutirão, uma ou duas crianças saíam dos abrigos por mês. Nesses últimos meses conseguimos retirar 17 e temos mais seis na iminência de saírem também. É uma alegria muito grande para gente, ressaltou. A Primeira Dama do Estado, Eliane Aquino, também esteve presente ao evento e enfatizou a importância do trabalho em parceria.
Já o Juiz Auxiliar da Presidência do TJSE, Marcelo Campos, agradeceu a participação dos servidores do Judiciário na campanha de arrecadação de brinquedos. Todos se mostraram solidários. A brincadeira é um alento na vida dessas crianças. A gente percebe no semblante e no olhar delas a alegria e a esperança. Mas o que elas efetivamente precisam é da reinserção no seio familiar. Só quando conseguirmos atingir isso, estaremos com a sensação do dever cumprido, salientou Marcelo Campos. A Secretaria Municipal de Saúde participou do evento, presenteando as crianças com kits de escovação. O Secretário Municipal de Saúde, Marcos Ramos, esteve presente.
A Secretária de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social, Ana Lúcia Menezes, representou o Governador Marcelo Déda e falou sobre inúmeros projetos que estão sendo realizados para diminuir a situação de pobreza das famílias sergipanas. Um deles é o Sistema Único de Assistência Social, que vai fortalecer a rede de atenção básica, junto às prefeituras, e outro para a rede de atenção específica, junto a pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social grave. Ela falou também sobre projetos que estão sendo feitos com o apoio da Unesco e que visam a superação da pobreza no Estado, a partir do mapa da exclusão social.
Casa da Criança
O dia foi realmente de presentes no Abrigo Sorriso. O projeto Casa da Criança, que há cinco anos reformou totalmente o abrigo, dando ao local um visual mais alegre e estrutura adequada, lançou hoje em Aracaju e em mais oito cidades brasileiras, um novo projeto. O Companhia dos Anjos vai capacitar as equipes dos abrigos para que prestem um serviço educacional, cultural e de lazer ainda mais eficiente. O projeto Casa da Criança pretende agora reformar o Lar Cristo Redentor, localizado no bairro Santos Dumont e que abriga somente meninas.
Para a diretora do Abrigo Sorriso, Margarida Santana, todas as ações que beneficiam as crianças são válidas. Elas têm alimentação, educação, acesso a médicos e instalações adequadas, mas nada disso substitui a família. Alguns pais gostariam de ficar com os filhos, mas não conseguem por falta de condições financeiras. Isso também deve ser olhado pela sociedade, ressaltou Margarida.