O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador José Artêmio Barreto, foi alvo de uma série de homenagens prestadas pelos colegas Desembargadores que compõem o Tribunal Pleno. A homenagem foi feita na sessão plenária de ontem, dia 09, última da qual participou o Presidente, em função da aposentadoria compulsória a se realizar no próximo dia 15.
Os Desembargadores elogiaram a condução da instituição sob a presidência do Desembargador Artêmio Barreto. Posso testemunhar que na sua Presidência, o senhor foi um administrador correto, equilibrado, que pensou com uma visão institucional o melhor para o Judiciário. As obras que o senhor deixou foram voltadas ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, observou a Desembargadora Aparecida Gama da Silva, que auxiliou a Presidência antes de integrar o colegiado.
O senhor encerra uma grande administração, com chave de ouro, dando uma demonstração de como um homem público deve manter a sua vida pessoal e pública, com dignidade e sendo exemplo para sua família e para o Judiciário, afirmou o Desembargador José Alves Neto.
Ao se referir ao colega, o Desembargador Netônio Machado, disse: Vossa Excelência deixa esta Corte elevado, sem dúvida, com um sentimento grandioso e inegável de dever cumprido, de compreensão, de humanidade, de humildade, de sensibilidade e de correção.
O senhor sempre foi, no exercício da Magistratura e continuará sendo, um exemplo de dignidade, correção e postura, disse o Desembargador Osório Ramos Filho. Vossa Excelência, nessa trajetória, plantou os frutos que irá colher na sua aposentadoria, prematura, por assim dizer, porque ocorre quando o senhor ainda se encontra em sua plena capacidade intelectual no exercício da Magistratura, completou o Desembargador Edson Ulisses de Melo.
O Corregedor-Geral de Justiça, Desembargador Luiz Mendonça, também elogiou o Presidente do TJSE. Desembargador Artêmio Barreto, o senhor alegra seus colegas por ter demonstrado cumprir seu dever com lealdade, vitalidade, humanismo, responsabilidade, mostrando-se ser um bom pai, um bom filho, um bom chefe, porque tratou todos os funcionários com uma preocupação sem medida, qualificando-os melhor. Sinto-me orgulhoso de trabalhar com Vossa Excelência e tenho certeza que este é o sentimento de todos os colegas que hoje se despedem do senhor nesta sessão.
Desembargador José Artêmio Barreto
Jamais pedi riqueza e poder. A riqueza porque não poderia levá-la comigo na última morada e o poder porque é efêmero e constrói muito pouco, devendo ser um instrumento apenas para servir. Assim, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, iniciou seu discurso de despedida do Tribunal Pleno dessa quarta-feira, dia 09.
Depois de agradecer as palavras honrosas dos membros do colegiado do Poder Judiciário, o Desembargador Artêmio revelou que durante sua vida pública sempre seguiu a seguinte premissa, um pedido constante ao Criador: Senhor, não me permita ser injusto porque, talvez isso, seja pior do que uma espada que penetra o corpo.
O Desembargador José Artêmio Barreto nasceu na cidade de Boquim, no dia 15 de julho, e bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe em 08 de dezembro de 1970. Atuou como advogado de fevereiro de 1971 até 22 de fevereiro de 1979, quando foi empossado Juiz de Direito da Comarca de Boquim, então de 1º Entrância, lá permanecendo como titular até 12 de setembro de 1981 e substituindo, cumulativamente a Comarca de Estância, até março de 1984. Em 13 de setembro de 1981, tomou posse como Titular da Comarca de 2º Entrância de Estância, promovido por merecimento.
Em 30 de setembro de 1985, foi removido para Aracaju, onde ocupou durante 15 anos a 1º Vara de Assistência Judiciária, projeto pioneiro no Brasil e de grande alcance social, criado e desenvolvido no Estado de Sergipe. Promovido, por merecimento, foi empossado Desembargador em 11 de setembro de 2000. Sete anos depois foi eleito Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe pelo critério antiguidade e implantou a Gestão Humanismo e Transparência.




