Desembargadores, Juízes, servidores do Judiciário, parentes e amigos prestaram as últimas homenagens à Juíza Mirena Dantas Fontes Góes, no início da tarde de hoje, dia 3. O velório da Juíza, que faleceu nessa madrugada no hospital São Lucas, aconteceu no hall do anexo do Palácio da Justiça. A guarda fúnebre da Polícia Militar colocou o caixão no carro do Corpo de Bombeiros, que seguiu para Riachão do Dantas, cidade natal da Juíza, por volta das 14h30.
Gostaria de passar meu período na Presidência sem que tivesse que lidar com a morte. Gostaria de celebrar sempre a vida. Temos apenas que pedir a Deus que acolha sua alma em um bom lugar, para que ela descanse em paz. Eu só tenho a dizer que perdi uma amiga, declarou o Desembargador Artêmio Barreto, Presidente do Tribunal de Justiça. Para ele, a Juíza era uma pessoa autêntica, que enfrentava tudo na vida com disposição e sofreu muitos problemas de saúde e pessoais, mas não se entregou.
O irmão da Juíza e ex-deputado estadual, Roberto Góes, disse que a família perdeu uma figura humana ímpar. Mirena foi para mim um exemplo. Depois de casada voltou a estudar e chegou a ser Juíza. Como magistrada foi séria e correta no seu trabalho e deu a vida pela Auditoria Militar, onde passou mais de 20 anos. Por isso esse carinho e essas homenagens da briosa Polícia Militar de Sergipe, agradeceu Roberto.
Para o presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Marcelo Campos, a Juíza deixa um vácuo na magistratura sergipana e um sentimento de saudade muito grande. O governador Marcelo Déda também compareceu ao velório. O capelão da Polícia Militar, Juarez dos Santos, fez os ritos fúnebres e uma salva de aplausos foi dada na saída do caixão da Juíza.
Formada em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, a juíza era mãe de quatro filhos. Ingressou na magistratura no dia 16 de fevereiro de 1984, assumindo a Comarca de Aquidabã. Em 1988, assumiu, pelo critério de merecimento, a 6ª Vara Criminal, onde permaneceu até adoecer. Também foi Procuradora do Estado e presidente do Conselho Estadual de Cultura, entre 1979 e 1981. Aos 59 anos, a magistrada morreu de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de uma neoplasia, no Hospital São Lucas, onde estava internada desde o dia 21 de abril.




