O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres de Britto, participará de duas solenidades promovidas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe nessa terça-feira, dia 15. Às 15h30, ele estará em Propriá, sua cidade natal, participando da inauguração da reforma do Fórum João Fernandes de Britto, nome que homenageia o pai do Ministro. À noite, às 19h45, o Ministro do STF fará a palestra de abertura do Seminário de Comunicação Poder Judiciário e Comunicação Democrática A compreensão do Direito para jornalistas e radialistas, no auditório do Palácio da Justiça.
As inscrições do seminário foram gratuitas e encerradas nesta segunda-feira, totalizando 235 participantes. Após a abertura do evento, feita pelo Presidente do TJSE, Desembargador Artêmio Barreto, o Ministro Carlos Britto falará sobre o Poder Judiciário e Comunicação Democrática. O seminário prossegue na quarta-feira, às 14 horas, com mais duas palestras: Organização e Divisão Judiciária, pelo Juiz Auxiliar da Presidência do TJ, Francisco Alves Júnior, e Justiça Criminal, ministrada pelo Juiz Anselmo Oliveira.
Na quinta-feira os palestrantes serão o Juiz Paulo Macedo, falando sobre Processo Virtual no Judiciário, e a Juíza Rosa Geane Santos, que falará sobre Texto Jurídico e Texto Jornalístico. O evento acaba na sexta-feira, quando a partir das 14 horas o Juiz Marcelo Campos, Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), ministrará uma palestra sobre Mídia e Magistratura.
Lançamento
Ainda na solenidade de abertura do seminário, os Correios lançarão, no auditório do TJSE, o selo da série 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil Judiciário Independente no Brasil. O selo traz em primeiro plano a escultura A Justiça, que representa o Judiciário Independente no Brasil. Em segundo plano, aparece a imagem do Supremo Tribunal Federal, sede da mais elevada Corte do Poder Judiciário. O conjunto das cores remete à bandeira nacional. A tiragem é de 600 mil selos.
Homenageado
João Fernandes de Britto, pai do Ministro Carlos Britto, nasceu em Propriá, no dia 11 de fevereiro de 1910. Filho de João Fernandes de Seixas Britto e Maria da Glória de Seixas Britto, ele formou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1932. Foi Juiz Municipal do Termo de Porto da Folha e Juiz Municipal e Pretor do Termo de Cedro de São João (ambos termos judiciários da Comarca de Propriá).
Foi também Juiz de Direito das Comarcas da Gararu, Japaratuba e Propriá, na qual que aposentou em 1962. Exerceu esses cargos cumulativamente com o de Juiz Eleitoral. Foi ainda Diretor do Serviço de Assistência Social a Menores (1944). Esteve presente na cátedra do Colégio Diocesano de Propriá, do Ginásio Nossa Senhora das Graças e da Escola Técnica de Comércio de Propriá.
Exerceu dois mandatos no Conselho Estadual de Cultura, por escolha do Governador do Estado, onde ocupou a Vice-Presidência da Câmara de Ciências e Patrimônio Histórico e Artístico e a Presidência da Comissão de Legislação e Normas. Eleito em 1980 para ocupar a cadeira nº 33 da Academia Sergipana de Letras, cujo patrono é o poeta Manoel Joaquim de Oliveira Campos (autor dos versos do Hino de Sergipe), sucedendo a Humberto Olegário Dantas. Foi recebido em agosto do mesmo ano pelo acadêmico Manoel Cabral Machado, para quem vocacionado para a magistratura foi culto e probo Juiz.
Colaborou na imprensa de Propriá, Aracaju, Salvador e Penedo. Faleceu em Aracaju no 1997, sendo sepultado em sua terra natal, Propriá.




