A abertura dos trabalhos no segundo dia do 46º Encontro Nacional de Corregedores Gerais de Justiça contou com a participação de 26 representantes das Corregedorias Gerais da Justiça do Brasil. O encontro ocorreu na manhã de hoje, dia 22, no auditório do Hotel Starfish, na Ilha de Santa Luzia, distante um quilômetro da capital sergipana.
A palavra inicial coube ao anfitrião do evento e Corregedor Geral de Justiça de Sergipe, Desembargador Luiz Mendonça. Ele saudou os colegas e destacou a colaboração do Judiciário sergipano em projetos de melhorias na prestação jurisdicional. De acordo com o Corregedor, o TJ/SE tem buscado alternativas eficazes, muitas das quais resultaram na elevação do número de processos julgados em 31% somente este ano.
O Secretário de Tecnologia do TJ/SE, João Anízio Torres, foi o primeiro palestrante e mostrou como a Justiça de Sergipe tem evoluído quando o assunto é processo eletrônico. Ele demonstrou as iniciativas de sucesso que têm elevado o Estado à posição de modelo em todo Brasil. Um dos exemplos mencionados foi o Juizado Virtual, implantado em seis unidades judiciais de Aracaju e com processo de instalação nas demais comarcas. Segundo Anízio, o sistema ainda precisa avançar, mas é notório que as ferramentas utilizadas demonstraram que as novas tecnologias ampliam o acesso à Justiça.
Em seguida, a exposição ficou por conta da Subcontroladora Financeira e Orçamentária da Corregedoria Geral de Vitória (ES), Ana Lúcia Brunoro, que abordou a importância dos Tribunais implementarem uma Gestão de Custos. De acordo com ela, a Gestão de Custos é o primeiro passo para atender as necessidades da sociedade, através da melhor aplicação dos recursos financeiros.
Para encerrar a programação matutina, foi convidado o Secretário Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Juiz Federal, Sérgio Renato Tejada Garcia. Com uma abordagem voltada para o Processo de Virtualização dos Tribunais, ele demonstrou como essa ferramenta pode ser utilizada para resolver a questão da morosidade em todo Judiciário. Ele disse que a virtualização permite maior acesso à Justiça, transparência, informação em tempo real, economia e benefícios para o meio ambiente. A Justiça brasileira é pioneira no processo eletrônico. Hoje 80% dos Juizados Especiais Federais é eletrônico, concluiu ele.




