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Quinta, 22 Novembro 2007 11:13

Vice-Presidente do TJ/SE abre Encontro Nacional de Corregedores de Justiça

Foi aberto no auditório do Palácio de Justiça Tobias Barreto, na noite de ontem, dia 21, o 46º Encontro Nacional do Colégio de Corregedores Gerais de Justiça (Encoge). A Presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargadora Célia Pinheiro, recepcionou os visitantes com um discurso que falou sobre as riquezas culturais, históricas e geográficas do Estado. Segundo o Corregedor Geral de Justiça de Sergipe, Desembargador Luiz Mendonça, uma das maiores preocupações do Colégio é melhorar a prestação jurisdicional.

Durante esses encontros têm-se que estabelecer mecanismos, idéias e experiências que visem, principalmente, traduzir um trabalho com eficiência e com um custo mais reduzido. No mais, entre as matérias que estão em maior cogitação no Judiciário está a celeridade da prestação jurisdicional. O que a população deseja é que os processos sejam julgados em um mais curto espaço de tempo, explicou o Corregedor Geral de Sergipe, Luiz Mendonça.

Também participou da abertura do Encoge o Presidente do Colégio de Corregedores Gerais de Justiça, Desembargador João Pinheiro de Souza. Ele lembrou que ao final do Encoge será elaborada uma Carta contendo os principais pontos discutidos durante os três dias e que interessam aos Corregedores e ao Poder Judiciário de um modo geral. A carta será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça e a todos os Estados, que vão examinar cada assunto e buscar uma uniformidade na prestação jurisdicional, acrescentou João Pinheiro.

A Vice-Presidente do TJ/SE lembrou que o Presidente, Desembargador Artêmio Barreto, não pôde estar na abertura do Encoge porque foi representar Sergipe em outro evento nacional. Permitam-me manifestar o tributo de minha admiração a uma das figuras mais ilustres, respeitáveis e humanas que engrandece o Judiciário sergipano. Sob seu comando, os jurisdicionados de Sergipe proclamam com Rabindranath: vi o que há de melhor, declarou a Desembargadora Célia Pinheiro.

Estiveram presentes à abertura da 46ª edição do encontro, Corregedores Gerais de Justiça e representantes dos Estados de Roraima, Maranhão, Pará, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará, Rondônia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas, Paraná, Acre, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Distrito Federal. O vice-governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, representou o governador Marcelo Déda.


Confira, na íntegra, o discurso da Vice-Presidente do TJ/SE, Desembargadora Célia Pinheiro:

Quero exprimir, nesta hora solene, que é uma honra para nós acolhermos em nosso Estado os participantes deste Encontro, através da presença de suas autoridades mais representativas e na voz de sua magistratura dizendo: Sejam todos muito bem vindos!

O 46º ENCOGE, que temos a alegria de abrir, inclui em sua pauta temas atuais da justiça e objeto da preocupação dos Corregedores, como segurança, processo eletrônico e problemas comuns do Judiciário.

São todos assuntos de muita atualidade e relevância, que desafiam nossa capacidade criativa e de articulação. O que dizer, por exemplo, da morosidade no judiciário? É para responder a esta e outras questões que se celebra este importante Encontro.

É mais um passo no caminho deste Colégio que, criado em 1994, vem cumprindo sua missão de aperfeiçoar e tornar mais célere a Justiça, uniformizando os métodos e critérios administrativos no âmbito das Corregedorias Gerais de Justiça dos Estados.
Acontece hoje em Sergipe o 46º ENCOGE, e sendo assim, gostaríamos de dizer aos eminentes Corregedores, representados na pessoa de seu ilustrado Presidente, o Exmo. Des. João Pinheiro de Souza, que este Estado está de braços abertos para recebê-los.

Compondo uma das regiões mais bonitas do Nordeste, as cidades sergipanas encantam não só pela beleza natural, mas também pelas relíquias da história, da cultura e do folclore brasileiro. Cito como uma das principais atrações da região o Cânion do Xingó, um encantador labirinto com formações rochosas avermelhadas que, espelhada nas águas límpidas, tornam o passeio pelo sertão sergipano inesquecível.

E quanto à querida Aracaju: sol, praias e um povo hospitaleiro são ingredientes que tornam esta belíssima cidade um pedaço aconchegante desse Brasil. Basta chegar à capital sergipana para que as pessoas se sintam renovadas de corpo e espírito.

É só subir a Colina do Santo Antônio e do seu alto apreciar um dos mais belos espetáculos protagonizado pela natureza: o encontro do Rio Sergipe, que banha Aracaju, com o Oceano Atlântico.

No centro da cidade são muitas as atrações. A Ponte do Imperador, construída em 1862 para receber a visita de Dom Pedro II. A Catedral Metropolitana, monumento da arquitetura religiosa, com sua cúpula ornamentada com belíssimas pinturas do século passado. O Centro de Turismo, onde é comercializado o rico artesanato de Sergipe. Os mercados Antônio Franco e Thales Ferraz. A Praça Fausto Cardoso, a mais antiga da capital.

Do centro para orla marítima são 10 quilômetros. Tudo começa na Coroa do Meio, seguindo-se às Praias dos Artistas, antigo reduto de intelectualidade, e a badaladíssima Atalaia - o maior cartão postal da cidade, com uma das mais belas e equipadas orlas do país. Mais ao sul, as praias que margeiam a Rodovia José Sarney: Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro. Por toda a orla muita água de coco e uma variedade de deliciosos pratos à base dos frutos do mar.

Por certo, não se tem como falar de Aracaju e não citar a Ilha de Santa Luzia, que fica a apenas três quilômetros desta Capital, onde, inclusive, se dará o presente encontro.

Com o passar dos anos, Aracaju vem se tornando uma metrópole. Contudo, mesmo com a chegada da modernidade, a cidade faz questão de preservar a sua identidade cheia de contrastes, onde o novo se mistura ao velho, numa harmonia difícil de conquistar.

A religiosidade trazida com os colonizadores, marcadamente a devoção à Paixão de Cristo, encontra na audácia do sergipano a coragem, o engenho e a arte para construir uma das pontes urbanas mais belas do Brasil.

Por fim, lembramos os conjuntos arquitetônicos e paisagísticos das cidades de São Cristóvão e Laranjeiras.

São Cristóvão, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, é a quarta cidade mais antiga do Brasil. Sua história se entrelaça com a do próprio Estado de Sergipe. Lá se encontra o Forte de São Cristóvão, que deu origem à cidade, e é uma conseqüência das lutas travadas entre Cristóvão de Barros e os donos da terra  os índios tupiniquins  pela posse do território localizado entre Bahia e Pernambuco. Além de preservar um conjunto arquitetônico de grande beleza, datados dos séculos XVII e XVIII, guarda um fantástico patrimônio de arte sacra, considerado a terceira mais importante coleção do Brasil em número e qualidade de peças expostas no seu Museu.

Laranjeiras, o "Berço da Cultura Negra de Sergipe", é um museu a céu aberto do período da escravidão. A cidade formou a sua economia na cana-de-açúcar e no comércio de escravos, cuja presença deixou traços marcantes na cultura, preservados no Museu Afro-Brasileiro, e na religiosidade. Laranjeiras reúne, até hoje, o maior número de manifestações folclóricas do Estado, muitas das quais já extintas em outras regiões do país.

Peço-lhes, neste instante, que me permitam manifestar o tributo de minha admiração a uma das figuras mais ilustres, respeitáveis e humanas, que engrandece o Judiciário Sergipano, e não está aqui presente porque foi representar nosso Estado em outra Unidade Federativa. É o Desembargador José Artêmio Barreto, correção e fidalguia, equilíbrio e segurança jurídica. Sob seu comando os jurisdicionados de Sergipe proclamam com Rabindranath: vi o que há de melhor!.

Prezados amigos: A Corregedoria-Geral de Sergipe, na pessoa do digno Desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça e todas as pessoas e órgãos que se empenharam para a realização deste Encontro, com o coração nordestino e a alma sergipana, dizem mais uma vez: Sejam muito bem vindos e sintam-se abraçados cordialmente! E tenham a certeza que Sergipe agradecido lhes diz com o poeta Tagore quando acordei e abri os olhos, vi-te de pé diante de mim, inundando o meu sono com a alegria de teu riso.

Muito obrigada a todos!

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