Segunda, 18 Junho 2007 10:59

Psicologia Jurídica é lançado no TJ

Muitas pessoas do ramo da Justiça e da Psicologia prestigiaram, no início da noite de hoje, o lançamento do livro Psicologia Jurídica  Lugar de Palavras Ausentes, escrito pela psicanalista e servidora do Tribunal de Justiça de Sergipe, Alba Abreu. A obra trata de vários temas ligados ao trabalho do psicólogo jurídico, a exemplo da guarda compartilhada, impasses da adoção, funções da psicologia jurídica e perícia no Direito de Família.

A autora explica que o livro é resultado de 25 anos de pesquisa e atuação na área da psicologia jurídica. Em 1982, quando eu comecei a pesquisar sobre o assunto, o trabalho do psicólogo jurídico não era muito conhecido. Então passei a pesquisar mesmo. E quando eu me dedico a uma questão, quero escrever sobre ela, comentou Alba Abreu.

Quanto ao nome do livro, Lugar de Palavras Ausentes, Alba diz que escolheu porque no ramo em que trabalha muitas questões não são ditas, a exemplo do abuso sexual. O psicólogo tenta descobrir as palavras através do brinquedo, do desenho, acrescenta. Por isso, ela convidou a psicóloga e ilustradora Maria Aparecida Nascimento para fazer a capa do livro.

Tenho muita gratidão a Alba pelo convite que ela me fez, comentou Maria Aparecida. Ela usou na capa figuras que pudessem representar uma situação sombria vivida por crianças e, no mesmo espaço, um mundo mais sadio, com a presença de livros, brinquedos e uma árvore representando a vida. As três pessoas do canto direito da ilustração representam a Justiça, a Psicologia e a Família.

Para o Juiz da Infância e Adolescência, Ricardo Múcio, também irmão de Alba, o livro tem fundamental importância porque traz reflexões que podem auxiliar os juízes na tomada de decisões importantes. Trabalhamos com uma equipe interdisciplinar, composta de psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. São eles que colhem a realidade dos fatos e levam até o juiz, informa.

A Procuradora de Justiça Isabel Abreu, mãe de Alba, completa o raciocínio do filho e juiz, Ricardo Múcio, dizendo que as palavras que aparecem nos autos nem sempre traduzem a realidade da situação. O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, também esteve no lançamento do livro.