O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, participou, na tarde de ontem, da posse de mais uma intelectual na Academia Sergipana de Letras. A escritora, pesquisadora e professora de Língua Portuguesa, Jandira Freire Amado, tornou-se membro do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho pertencente à Academia Literária. Assim, passa a ocupar a cadeira número 6, cujo patrono é Gilberto Amado.
O Presidente do TJ Artêmio Barreto destacou que a professora Jandira Amado continua ativa, escrevendo e publicando pensamentos muito bem delineados. Ele lembrou que é importante prestigiar eventos como o de ontem porque "o homem não vive somente de pão, mas daquilo que alimenta seu espírito, ou seja, as letras e as artes".
Durante o discurso de posse, Jandira Freire Amado detalhou aspectos da vida e do intelecto de Gilberto Amado, que foi jornalista, político, diplomata, poeta, ensaísta, cronista, romancista e memorialista. Ele nasceu em Estância (SE), no dia 7 de maio de 1887, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 27 de agosto de 1969. Em 3 de outubro de 1963, foi eleito para a Cadeira n. 26 na Academia Sergipana de Letras, na sucessão de Ribeiro Couto, e recebido em 29 de agosto de 1964, pelo acadêmico Alceu Amoroso Lima.
Obras de Gilberto Amado: A chave de Salomão e outros escritos, ensaios (1914); A suave ascensão, poesia (1917); Grão de areia, ensaio (1919); Aparências e realidades, ensaio (1922); Eleição e representação, conferências (1932); Dança sobre o abismo, ensaio (1932); Espírito do nosso tempo, ensaio (1933); Dias e horas de vibração, crônicas (1933); Inocentes e culpados, romance (1941); Os interesses da companhia, romance (1942); Poesias (1954); Assis Chateaubriand, ensaio (1953).