"Tributo à cidadania - Minha opção de servir à sociedade" é o título do livro lançado hoje à noite, no Tribunal de Justiça, pelo Desembargador Pascoal Nabuco. A obra traz um apanhado da própria vida do autor, como também rememora fatos da história política brasileira e sergipana, ocorridos dos anos 70 aos 90, dando ênfase ao Movimento Militar de 1964, do qual Pascoal Nabuco foi uma das vítimas.
O lançamento foi prestigiado por muitos amigos, familiares, Juízes, Desembargadores, jornalistas e políticos de renome, a exemplo do Governador Marcelo Déda, do ex-governador Seixas Dória e do Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Ulices Andrade. Para o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, a publicação é surpreendente. "Pascoal é um homem preocupado com o destino de Sergipe e com a eficiência da Justiça. O livro traz suas lembranças, sua vida profissional e sua maneira de encarar os problemas estaduais e até nacionais", elogiou.
Pascoal Nabuco explicou que o objetivo do livro foi o de trazer ao conhecimento dos seus conterrâneos os trabalhos que realizou em prol da cidadania do Estado, através de todos os cargos que ocupou. Quando questionado por jornalistas se trazia algum arrependimento, principalmente da época da Ditadura Militar, o Desembargador respondeu com firmeza: "a cassação e as prisões foram decorrência de circunstâncias históricas. Se tivesse que começar, faria tudo de novo".
A narrativa do livro tem início da década de 30, na cidade de Riachuelo, onde o Desembargador nasceu e passou sua infância, como "menino de engenho". O autor prossegue lembrando da sua juventude, em Estância, dos anos 50 a 80, município onde foi Prefeito. A visão do autor em relação ao Movimento Militar de 1964 e à campanha pela redemocratização do país também são trazidas no livro.
O Desembargador relata sua passagem no Ministério Público Estadual, instituição a qual dedicou mais de dez anos, faz ainda um balanço de suas ações enquanto Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe e relembra algumas histórias sobre homens públicos que hoje integram o folclore político sergipano. A segunda parte do livro é destinada a discursos e palestras proferidas por Pascoal Nabuco.
"O livro é uma contribuição importante, mercê do conjunto de notas que expõe, objetivamente, como a recuperar, pedaço por pedaço, eventos, cenários, personagens, com os quais apresenta a realidade do seu tempo, sem retoques comprometedores e sem receios", disse o pesquisador Luiz Antônio Barreto, na apresentação da obra.