Ao destacar a passagem do Dia do Idoso, 27 de fevereiro, a cardiologista Celi Marques, do Centro Médico-odontológico do TJ/SE, enfatizou que a terceira idade não deve jamais ser associada à improdutividade e à decadência.
"A palavra idoso infelizmente é estigmatizada", afirmou a médica ao mencionar o efeito da marginalização social que sofrem os idosos, até mesmo no convívio familiar. Como consequência, são desencadeadas reações psicoemocionais, que culminam em estados depressivos e comprometem seriamente a qualidade de vida de quem já é sexagenário.
"O idoso foi o jovem de ontem, é a experiência do hoje, é um baluarte social; merece nosso respeito, nossa atenção, nosso zelo e nosso investimento", ressalta a médica. Ela lembrou que o segmento populacional que mais tem aumentado numericamente é a terceira idade, com cerca de 9% de população
brasileira atualmente.
Por isso, o que está em foco é o novo significado dos idosos para a sociedade. Muitos, com a chegada da aposentadoria, iniciam outra atividade imediatamente. Para manter uma bom nível de qualidade de vida, Dra. Celi reservou algumas informações sobre dois assuntos bastante úteis:
Depresssão ou ansiedade?
Embora essas expressões sejam usadas para descrever diferentes comportamentos, o diagnóstico da ansiedade e da depressão pode ser difícil, pois, em alguns casos, ocorrem simultaneamente.
De uma forma geral, o ansioso teme o futuro e o deprimido sofre pelas lembraças do passado, como explica o professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Antônio Egídio Nardi. Tanto a depressão como a ansiedade são considerados sintomas que fazem parte das alterações do humor. O quadro agudo de pânico pode causar angústia, taquicardia, palpitação, falta de ar, como também náusea, formigamento e uma sensação de falta de controle, que o paciente não consegue explicar. Esses sintomas chegam a acontecer várias vezes num só dia, gerando uma ansiedade intensa. Sem diagnóstico e tratamento adequado, a depressão pode se associar ao transtorno de pânico.
O tratamento desses transtornos mentais é muito parecido porque estão associados ao desequilíbrio de um mesmo neurotransmissor, chamado serotonina. Para atendimento de casos como esses, o Centro Médico-odontológico do TJ/SE tem à disposição a psicóloga Alba Abreu.
Diabetes
O diabetes caracteriza-se por uma deficiência parcial ou total de insulina. Aproximadamente 90% dos pacientes desenvolvem essa doença na vida adulta. No Brasil, cerca de 8% dos brasileiros têm diabetes.
Os principais sintomas são sede em excesso, freqüente vontade de urinar e fraqueza. Com o tempo, podem surgir complicações no cérebro, coração e retina. Até amputações de membros podem ser necessárias.
Os vasos dos rins também são afetados pelo diabetes, acarretando a chamada nefropatia diabética. Essa doença obriga o paciente a passar por diálises e, em alguns casos, a tornar-se candidato a um transplante de rim.
A principal causa da cegueira em pacientes entre 25 e 74 anos é a retinopatia diabética, que afeta cerca de 40% dos casos. Outro problema é a disfunção erétil que atinge mais de 50% dos homens acima de 50 anos.
Essas complicações são mais freqüentes em pessoas que não controlam a doença por meio de dieta, medicamentos e visitas periódicas ao médico. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores serão as lesões e maior a qualidade de vida.




