O coordenador de Segurança e Apoio Administrativo do TJ/SE, José Augusto de Almeida, junto com o chefe da Divisão Administrativa, Maurício Correia de Mattos, visitaram a CARE Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju, no dia 23.
A visita foi para conhecer de perto o destino da coleta seletiva de lixo que vem sendo desenvolvida no Poder Judiciário desde agosto de 2003. Hoje, todo o material coletado no Palácio da Justiça e Anexo Administrativo é enviado para a cooperativa. Somente o lixo dos sanitários não é aproveitado. Segundo José Augusto, a meta é estender o recolhimento, nos próximos dias, ao Fórum Gumersindo Bessa e Fóruns Integrados I, II e III.
À médio prazo, a Presidente do órgão, Desa. Marilza Maynard Salgado de Carvalho, planeja estender a coleta seletiva a todas as unidades do Judiciário no Estado.
A CARE foi criada em 1999 e, desde junho de 2001, conta com parcerias de instituições público-privadas. O que seria lixo é recolhido uma ou duas vezes por semana, a depender do volume, e se transforma em renda, ocupação e cidadania.
Segundo o coordenador da CARE, José Soares de Aragão Brito, atualmente 42 famílias sobrevivem desse trabalho e possuem uma remuneração mensal em torno de 260 a 380 reais. Em Aracaju, a CARE recolhe diariamente uma média de 380 toneladas de lixo, envolvendo materiais potencialmente recicláveis como papel, papelão, plástico, vidro e metal.
Somada ao trabalho de preservação ambiental, a cooperativa desenvolve um trabalho eminentemente social, com a criação de emprego para as pessoas de baixa renda. A instituição já conta com uma área localizada no Bairro Santa Maria, onde fica uma escola para os catadores aprenderem sobre a separação do lixo e o manuseio das máquinas de prensa. A CARE disponibiliza também casas de apoio utilizadas como creches para os filhos dos cooperados e organiza, ainda, atividades culturais.