Imprimir esta página
Quarta, 22 Dezembro 2004 13:31

Eleita nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça para o biênio 2005/2006

O Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe elegeu nesta quarta-feira (22), a nova Mesa Diretora do Poder Judiciário para o biênio 2005/2006. Por unanimidade, a Desembargadora Marilza Maynard Salgado de Carvalho foi eleita para a presidência e os Desembargadores, José Alves Neto e Cláudio Dinard Deda fora eleitos, respectivamente, Vice-Presidente e Corregedor-Geral. A nova Mesa Diretora toma posse no início de fevereiro. Para o pleno do TRE, foram indicados os Desembargadores Josefa Paixão e Roberto Porto.

Após a eleição, a Desembargadora Marilza Maynard agradeceu a confiança dos colegas e disse que tudo fará para realizar uma administração com muito trabalho, através de ações, para que a Justiça avançe mais ainda. Estou recebendo uma herança boa do Desembargador Pascoal Nabuco. Um fruto muito bom que teremos condições de colher no futuro, avaliou. O Presidente do TJ, Desembargador Pascoal Nabuco, agradeceu o apoio dos colegas e disse que a futura Mesa Diretora tem todas as condições de realizar uma grande administração.

Laranjeirense, a Desembargadora Marilza Maynard, bacharelou-se pela antiga Faculdade de Direito, hoje, Universidade Federal de Sergipe, onde atualmente leciona Processo Civil e Prática Jurídica, sendo responsável pela Coordenadoria do Estágio de Prática Forense e Organização Judiciária do Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe - UFS. O Seu ingresso na Universidade se deu por concurso público prestado em 1989 na matéria de Direito Comercial.

A futura Presidente do TJ, foi Advogada e Procuradora do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool, sendo empossada como Juíza de Direito da Comarca de Neópolis em 1º de dezembro de 1971, passando ainda pelas Comarcas de Simão Dias, Itabaiana, 4ª Vara Criminal e 9ª Cível, ambas de Aracaju, tomando posse como Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, pelo critério de antigüidade, em 26 de novembro de 1997.

A Desembargadora Marilza Maynard foi eleita Corregedora-Geral da Justiça para o biênio 2001/2003, concentrou a sua administração na inovação tecnológica e na desburocratização do serviço público, destacando-se pelo projeto  Correição Eletrônica, fazendo com que fosse possível realizar o dobro de correições ao número exigido por lei.Dentre os 29 projetos realizados em sua administração à frente da Corregedoria, notabilizou-se pelo projeto pioneiro Todo Município com Justiça, que aproximou 300 mil sergipanos do serviço jurisdicional com a implantação de Fóruns Distritais em 32 municípios em parceria com as Prefeituras Municipais e os casamentos comunitários que promoveu nas solenidades de inauguração dos Fóruns.

A Desembargadora foi Diretora da Escola Superior da Magistratura no biênio 1999/2001, tendo desenvolvido várias atividades administrativas e intelectuais, dentre as quais a criação do Curso de Preparação para Ingresso na Magistratura, além de vários outros Cursos e Seminários, deixando a Escola devidamente estruturada. Participou do II Curso para Formadores de Magistrados Brasileiros, em Lisboa (Portugal) e do 2º Curso de Formación de Jueces del Instituto Internacional para el Poder Judicial de la Fundación en el Mundo de la Unión Internacionale de los Magistrados  UIM, em Vila Velha (ES).

A Desembargadora Marilza Maynard também integrou várias bancas examinadoras para concurso público, como de Professor na Universidade Federal de Sergipe  UFS e de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça de Sergipe, e outros concursos, além de diversas palestras proferidas, notabilizando-se pela da IV Mostra dos Trabalhos da Qualidade de Poder Judiciário, intitulada Correição Eletrônica, considerada como um exemplo de modernização do Judiciário.Além de artigos publicados, vários Acórdãos de sua Relatoria constam da Revista dos Tribunais (RT)  São Paulo e do CD-ROM Juris Síntese  Millennium, tendo publicado, em 1998, o livro Prática Processual na Área Cível  Estrutura Organizacional Voltada Para a Racionalização da Justiça.

É Pós-graduada em Processo Civil e sócia honorária do Instituto Brasileiro de Direito de Família  IBDFAM, tendo atuado como Juíza Eleitoral, durante 20 (vinte) anos consecutivos, e integrado o TRE-SE como membro efetivo na classe de Juiz, por dois biênios, sendo eleita Corregedora Regional Eleitoral em 17 de fevereiro de 1993, ali permanecendo até 1995. Foi membro da Turma Julgadora do antigo 1º Juizado de Pequenas Causas, Juíza Corregedora, membro da Comissão Nacional de Racionalização  CNR/AMB, além de tantas outras atribuições exercidas. Atualmente, é membro da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

Galeria de Imagens