A cultura sergipana ganhou mais um espaço. Trata-se do Memorial do Poder Judiciário, Palácio Sílvio Romero, inaugurado nesta segunda-feira (20/12), pela Mesa Diretora do Tribunal de Justiça de Sergipe. O Memorial fica localizado na Praça Olimpio Campos, esquina com a rua de Itaporanga onde foi a primeira sede do TJ, à época denominado de Tribunal de Relação.
Na inauguração, com a presença de diversas autoridades, entre elas, o Governador João Alves Filho, o Presidente do TJ, Desembargador Pascoal Nabuco, enfatizou a importância do Memorial que recupera e guarda, expõe e coloca em uso público a história do Poder Judiciário de Sergipe. Fonte indispensável ao testemunho público de um compromisso que, neste Estado, se firmou com o Direito e com os valores democráticos, ressaltou. Pascoal Nabuco destacou também que a parceria feita com a classe empresarial foi crucial para que o Memorial virasse realidade. Agora temos à disposição da sociedade sergipana um grande instrumento de pesquisa da história do Poder Judiciário.
O Presidente do TJ, elogiou o trabalho realizado pelo jornalista e pesquisador Luis Antônio Barreto que foi o responsável por todo o trabalho de organização do Memorial, destacando também o trabalho realizado pela construtora Celi, responsável pela obra de recuperação do prédio. O Memorial está montado em cinco salas: a do rés-do-chão, que combina informação com um ambiente descontraído de amostras temporárias, café, ponto de venda de discos, livros, Cds; as do andar térreo e as do primeiro andar que utilizando painéis, vitrines e outros móveis expõe, de forma didática, contando a história do Poder Judiciário do Estado de Sergipe.
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Mais do que contar a história, o Memorial recorre aos vínculos permanentes dos integrantes da Justiça com os segmentos esclarecidos da sociedade, especialmente com a geração de pensadores do Direito, liderada por Tobias Barreto e composta, dentre outros, por Silvio Romero, Fausto Cardoso, Martinho Garcez, Gumercindo Bessa, Carvalho Neto, dentre outros que são homenageados no Memorial. As salas estarão repletas de outras figuras, retratadas no tempo, como os cinco primeiros desembargadores do Tribunal de Relação, criado pela Constituição de 18 de maio de 1892, - Gustavo Gabriel Coelho Sampaio, João Batista da Costa Carvalho, Guilherme de Souza Campos, Francisco Alves da Silveira Brito e José Sotero Vieira de Melo e outros que elevaram as funções judicantes no Estado, como Gervásio Prata, Caldas Barreto, Hunald Cardoso, Teixeira Fontes, Octávio Gomes Cardoso, João Bosco de Andrade Lima, Waldemar Fortuna de Castro, dentre muitos mais, porque nos 112 anos de história o Tribunal contou com 77 desembargadores, considerando já a nomeação e posse da Dra. Célia Pinheiro na vaga do desembargador Barreto Prado, há pouco falecido.