Quarta, 04 Abril 2001 13:15

Desembargadoras Homenageadas.

No Dia Internacional da Mulher, a mídia local não poupou elogios para as ilustres desembargadoras Marilza Maynard Salgado (Corregedora Geral), Clara Leite de Rezende e Josefa Paixão, que destacaram-se em torno do universo jurídico sergipano, sempre desenvolvendo com brilhantismo e eficiência suas tarefas neste Tribunal de Justiça.

Foi dedicada à Desembargadora Clara Leite de Rezende, o colar do Mérito "Tobias Barreto" no último dia 19 de março no auditório do Ministério Público do Estado, devido à sua trajetória de sucessos e realizações dentro do Judiciário.

Natural do Município de Riachuelo, a desembargadora é especializada em Direito Criminal pela Universidade de Nova York no ano de 1980, Direito Comparado na universidade da cidade do México em 1983, Direito Estratégico (pós-graduação), Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro, 1986 e Direito Comunitário na Universidade Sorbonne em Paris, em 1997.

Mas nem só suas especialidades foram o que motivaram o colegiado de Procuradores de Justiça a homenageá-la, a desembargadora Clara Leite de Rezende foi reconhecida primordialmente pela sua experiência profissional. Foi a primeira mulher a exercer a função de magistratura no Tribunal de Justiça do Estado e a outorga do Colar do Mérito "Tobias Barreto", que é a mais alta condecoração do MP, o qual lhe foi dedicada pelos relevantes serviços prestados no Estado.

A homenagem à ilustre desembargadora, contou com a presença de autoridades do meio jurídico, político e social do Estado. Coube ao procurador de Justiça Heli Henrique Soares Nascimento, saudar a homenageada em nome do Colégio de Procuradores.

Em seu breve discurso, a Desembargadora Clara Leite sempre foi um exemplo de profissional jurídica e contribuiu de forma positiva para a realização do ideal da Justiça em Sergipe.

O notável espírito empreendedor da desembargadora foi bastante exaltado durante a saudação, ressaltando pontos importantes como a construção do Fórum Gumersindo Bessa, um sonho antigo do Judiciário.

A emoção invadiu a pessoa da homenageada no qual quando do seu discurso sergipano avaliou o estágio atual da problemática política do país, onde a corrupção e a violência tomam proporções inusitadas. Para ela, o Ministério Público consolida-se cada vez mais e assim sua confiabilidade.

A trajetória profissional da magistratura foi relembrada em pequenos trechos do seu belíssimo discurso, sem deixar de conceder ao Ministério Público um amplo elogio.

Agradecida, Clara Leite disse que o Ministério Público no Brasil é uma Instituição que teve o privilégio de passar por uma ampla reforma, de cobertura constitucional, antes mesmo que o Estado brasileiro fosse reformado na sua essência. "Antecipou-se às transformações que uniam e que nele encontrariam o respaldo de que necessitavam para atingir os reais objetivos da nação brasileira, na construção de um Estado de Direito de características modernas, democrática, onde o cidadão brasileiro fosse a sua prioridade", salientou.

A desembargadora disse estar satisfeita com seu passado e com muita disposição para prosseguir no mundo do futuro, justificando que, a homenagem do Ministério Público é uma honraria confirmando que a relação que manteve com o órgão ao longo do exercício da magistratura foi de respeito, afinidade e parceria, na perseguição do objetivo comum, da qual só guarda boas recordações.