Ao transmitir o cargo ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pascoal Nabuco, no último sábado à noite (29/05), o governador João Alves Filho (PFL) fez questão de destacar que nos seus dois mandatos anteriores homenageou ao Tribunal de Justiça. Faço isso com uma convicção e uma profunda honra, porque tenho um carinho e respeito por todos que integram a magistratura no Estado, disse afirmando que pelo conhecimento que tem de todo país, pode afirmar, sem medo de errar, que o Judiciário de Sergipe é o de melhor nível do Brasil. Embora não sendo da área jurídica, tenho a plena consciência e posso dar esse testemunho. Todo sergipano pode se orgulhar do nível, da respeitabilidade, do conhecimento, da isenção, da ética dos que integram o judiciário de Sergipe, reforçou. No último governo de João Alves, o então presidente do TJ, desembargador Aloísio Abreu, assumiu por duas vezes o cargo de governador.
A transmissão foi realizada às 19 horas, no Palácio de Despachos e contou com a presença de várias autoridades. O presidente do TJ assumiu o comando administrativo do estado por sete dias. Terceiro na sucessão estadual, o desembargador assumiu porque a vice-governadora Marília Mandarino (PPS) está licenciada e o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Antonio Passos (PFL), viajou com o governador na sua comitiva. João Alves Filho fez uma viagem de trabalho à Europa.
João Alves disse que no caso especifico de transmitir o cargo para o presidente do TJ, desembargador Pascoal Nabuco, além da homenagem ao Judiciário tem também uma razão de ordem efetiva. Tenho um carinho muito grande com o desembargador Pascoal Nabuco, com quem aprendi a conhecer no dia-a-dia como chefe da Casa Civil do meu governo, onde vi seu talento, competência e seriedade. Ele teve um papel fundamental para o sucesso que tivemos naquele governo, disse.
O governador aproveitou para destacar o respeito mutuo e a convivência salutar com outras entidades, como o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. Num momento dramático que estamos administrando o Estado, relatou. João ressaltou também o papel fundamental do trabalho realizado pela Assembléia Legislativa.
Ele deu como exemplo da ajuda que vem recebendo do Ministério Público e do Tribunal de Justiça à rigidez com os contrabandistas. Isso tem ajudado muito, porque tem um determinado município, que tem pessoas ricas, que fundam e fecham empresas, não pagam impostos e nem os fornecedores. E o vizinho pagando seus impostos em dia não pode competir. Tenho recebido essa colaboração correta do Tribunal de Justiça, revelou.
Harmonia entre os poderes - Ao receber o cargo do governador João Alves Filho, o desembargador Pascoal Nabuco agradeceu a homenagem ao Poder Judiciário de Sergipe. Na qualidade de presidente do Tribunal transmito a Vossa Excelência o agradecimento sincero de todos quanto integram o Tribunal de Justiça de Sergipe e a magistratura sergipana, disse.
Pascoal Nabuco ressaltou também a importância da convivência salutar entre os poderes. Feliz do povo cujos chefes dos poderes constituídos vivem em harmonia e mútuo respeito integrados todos na governabilidade do Estado visando o desenvolvimento e o bem estar da sua população.
Segundo Pascoal Nabuco, Sergipe é exemplo reconhecido em todo o Brasil como sendo um Estado em que os chefes dos poderes vivem harmonicamente entre si. Não foi para mim surpresa esse gesto do governador porque como seu fraterno amigo e numa convivência que já vai há mais de 20 anos sei e Sergipe inteiro sabe da lhaneza e da fidalguia que caracteriza seus gestos e atitudes com todas as pessoas que o cercam. O governador João Alves é um homem de sentimentos nobres, além de ser disparadamente o melhor executivo que existe no Nordeste brasileiro, definiu, acrescentando que é uma pena que João Alves dirige um Estado pobre, de parcos recursos, porque se tivesse à oportunidade de dirigir um Estado rico ele transformaria por certo a face deste Estado, pela sua criatividade e, sobretudo, pela sua capacidade de enfrentar as crises e sobrepujá-las, entende.
Para o Desembargador Pascoal Nabuco, o governador João Alves é como a fênix, ressurge das cinzas. Quanto maiores as dificuldades mais a sua personalidade se agiganta e se afirma, daí o êxito e o sucesso em todos os empreendimentos que ele lidera, registrou, para depois encerrar dizendo ao governador que viajasse tranqüilo porque deixa no governo um fraterno amigo que estará torcendo que consiga nesta viagem boas notícias para os sergipanos.




