Segunda, 05 Outubro 2026 11:24

Cerimônia marca conclusão da formação inicial de novos magistrados do TJSE

A Escola Judicial de Sergipe (Ejuse) realizou, nesta sexta-feira, 2 de outubro, uma cerimônia de encerramento do Curso Oficial de Formação Inicial de Magistrados (Cofim), concluindo mais uma importante etapa da preparação dos novos juízes e juízas aprovados para ingresso na magistratura sergipana. O evento contou com a presença do diretor da Ejuse, desembargador Gilson Félix dos Santos, do corregedor-geral desembargador Edivaldo dos Santos, e da presidente da Comissão do Cofim, desembargadora Maria Angélica Franco.

“Hoje nós encerramos a formação inicial dos magistrados que ingressaram no Tribunal de Justiça de Sergipe no dia 12 de junho. Foram 522 horas entre aulas e atividades práticas e agora esses magistrados, que são 12, irão trabalhar junto à Corregedoria com os juízes preceptores, fazendo a última parte do estágio probatório. Creio que a Ejuse cumpriu a contento a sua obrigação”, resumiu o diretor da escola, desembargador Gilson Félix.

O corregedor-geral do TJSE, desembargador Edivaldo dos Santos, destacou a nova fase dos concludentes do Cofim e a instituição dos juízes preceptores. “É um momento ímpar, é a primeira vez que acontece, é uma inovação do CNJ, que criou a figura dos preceptores. Os novos juízes passaram por um período de aulas aqui na Ejuse e agora vão, efetivamente, para as unidades jurisdicionais. E, nesse período, serão acompanhados por preceptores, que são os juízes mais experientes, e que os orientarão durante todo esse tempo, direcionando para um bom caminho, mostrando como proceder, como administrar unidades, enfim, como saber qual é a real função de um juiz aqui em Sergipe e no Brasil”, disse.

Iniciado em junho deste ano, o Cofim é etapa obrigatória para o exercício da carreira judicial. A formação teve início com o módulo nacional promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em Brasília, de 15 a 19/6. A Ejuse foi responsável pela etapa local do curso, ocorrida de 22/6 a 2/10, contemplando o módulo teórico e o estágio supervisionado.

Ao longo da formação, os magistrados-alunos participaram de atividades voltadas ao aprimoramento de competências técnicas, éticas, humanas e institucionais, abordando temas essenciais para a atuação jurisdicional contemporânea, como direitos humanos, ética da magistratura, gestão judiciária, métodos consensuais de resolução de conflitos, comunicação institucional, tecnologia da informação e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Os novos colegas vão contar com a figura dos preceptores, que, por assim dizer, numa linguagem coloquial, são os anjos da guarda. Ao mesmo tempo que avaliam, são aqueles que prestam orientação, que tiram algumas dúvidas, que estão mais próximos nesse estágio de vitaliciamento. Eles colaboram com o comitê de avaliação, com relatórios, para que o comitê, órgão que vai auxiliar o corregedor-geral nesse processo de vitaliciamento, produza a sua avaliação”, explicou o juiz-corregedor Francisco Alves Júnior.

“É uma felicidade imensa estar aqui hoje. Nós tomamos posse em junho desse ano e agora, quatro meses depois, estamos finalizando o curso de formação e sendo recepcionados aqui pela Ejuse de uma forma sempre acolhedora, atenciosa, que permeou todo o nosso curso de formação. Tivemos a oportunidade de passar por várias unidades jurisdicionais, sendo acompanhados por magistrados mais antigos e tivemos a oportunidade de aprender a condução de audiências, a dinâmica do dia a dia de uma vara, gestão de pessoas, gestão de gabinete, enfim. Realmente foi uma experiência muito positiva. Fica o meu eterno agradecimento à equipe da Ejuse por toda essa recepção e todo esse cuidado com a nossa formação inicial”, agradeceu a magistrada sergipana Vivian Leite Santos.

“O curso de formação nos capacitou de forma muito eficiente para esse momento, para que possamos, de fato, exercer a jurisdição dentro daquilo que mais importa, que é prestar um bom serviço à população, aos jurisdicionados que procuram o Judiciário todos os dias. E que a Justiça possa continuar recebendo, com técnicos, servidores e magistrados muito capacitados, as demandas que entram pelas portas e janelas do Poder Judiciário”, destacou o magistrado Lucas Mendanha Bernadino.