O espírito solidário despertado durante a Jornada Solidária da Ejuse, realizada no fim do ano passado, não se restringiu a uma ação institucional, e se transformou em um compromisso permanente para um grupo de 12 servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O que começou como uma mobilização pontual deu origem a uma corrente contínua de apoio a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade.
Mensalmente, o grupo tem direcionado esforços para diferentes causas, entre elas campanhas de arrecadação para instituições beneficentes, ações voltadas a pacientes oncológicos e auxílio a uma cuidadora de animais resgatados, que mantém uma creche por meio de doações.
A iniciativa mais duradoura, entretanto, é o apoio a uma família que perdeu a casa em um incêndio em uma comunidade localizada na região do bairro Santa Maria. Um casal, que tem seis filhos, passou a receber doações de roupas, alimentos, água e recursos para a construção de uma nova moradia em alvenaria. Para garantir transparência e efetividade, uma servidora do grupo acompanhou diretamente o orçamento dos materiais e a aplicação dos recursos, com prestação de contas baseada em recibos.
Com investimento estimado em cerca de R$ 10 mil e o reaproveitamento de itens já doados, a expectativa é concluir a obra até o final do ano e entregar a casa à família próximo ao Natal, período que o grupo considera especialmente simbólico por representar recomeço e esperança.
A dinâmica de funcionamento é simples. A cada mês, um integrante fica responsável por identificar uma nova causa e coordenar a arrecadação. Embora tenha sido sugerida uma contribuição mínima de R$ 50, não há valor obrigatório. Cada participante contribui conforme suas possibilidades, e pessoas de fora do grupo também podem colaborar de forma pontual. Com o passar do tempo, a iniciativa passou a contar ainda com o apoio de doadores anônimos.
Dentre os integrantes do grupo estão: Luciana Novaes, da 5ª Vara Cível da capital; Darlany Santos e Gilliard Vitorino, da Divisão Cível da Central de Processamento; Carla Hora, da 9ª Vara Cível; e Débora Costa, da Ejuse.
Para os servidores envolvidos, a experiência reforça uma convicção simples: pequenas contribuições, quando somadas e mantidas ao longo do tempo, podem transformar realidades. Mais do que beneficiar quem recebe ajuda, as ações têm fortalecido entre os participantes o senso de responsabilidade social e de serviço ao próximo.
Inspire-se nesse exemplo de cidadania e compromisso coletivo.
Mais informações pelos ramais 3666 (Darlany Santos), 3647 (Luciana Novaes) ou 3158 (Débora Costa).




