Segunda, 30 Março 2026 12:37

Mês dedicado às mulheres é encerrado no TJSE com roda de conversa

Finalizando o mês dedicado às mulheres, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do Comitê da Equidade de Gênero e Raça (Comeger) e da Coordenadoria da Mulher, realizou a roda de conversa intitulada ‘Mulheres que transformam: liderança, competência e sensibilidade’. O evento aconteceu no auditório do Palácio da Justiça, na manhã desta segunda-feira, 30/03.

O evento foi aberto com uma apresentação de Jesy Karolayne Sales, analista judiciária em Estatística do TJSE, que fez interpretação lírica de músicas clássicas, acompanhada pelo pianista Rinaldo Lima. Logo em seguida, a presidente do TJSE lembrou que o Poder Judiciário tem uma política de equidade de gênero.

“O Conselho Nacional de Justiça, ao instituir a política nacional de incentivo à participação feminina no Poder Judiciário, foi enfático ao reconhecer que ainda persistem desigualdades estruturais na ocupação de espaços de poder. Mais do que um diagnóstico, trata-se de uma diretriz promover e assegurar oportunidades, ampliando a presença de mulheres em cargos de liderança”, enfatizou a presidente do TJSE.

A presidente do Comeger, desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, também destacou as iniciativas do Judiciário. “É com grande honra que participo deste momento tão significativo para o nosso Tribunal de Justiça de Sergipe. Um espaço que hoje se transforma em forte reconhecimento e compromisso com as mulheres que constroem diariamente Justiça que queremos”, destacou a desembargadora Ana Lúcia.

A roda de conversa foi mediada pela juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE. “Quando chamamos essas mulheres para conversar sobre suas experiências, graças a Deus de sucesso, a gente está mostrando às pessoas que é perceptível que outras mulheres podem também chegar ao sucesso, claro cada uma com suas necessidades, mas todas buscando uma transformação social”, comentou a juíza.

Uma das participantes da roda de conversa foi a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Aracaju, Camilla Feitosa. “O momento em que estamos vivendo eu vejo como sendo um marco na vida de todos, especialmente para as mulheres. Isso engloba também as pessoas com deficiência, pessoas que estão conquistando seus espaços e mostrando que as suas competências não têm nada a ver com estereótipos, com gênero, com cor ou classe social”, opinou Camilla.

“Um debate como esse provoca e também evidencia que cada mulher precisa ocupar os mais diversos espaços para debater sobre todas as questões, seja na área da segurança, da justiça, da assistência social. Isso é o que faz a gente crescer de forma geral enquanto sociedade”, analisou Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Astra – Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+.

Conforme a promotora de Justiça Verônica Lazar, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, o CAOP do Ministério Público de Sergipe, a equidade de gênero é um tema que precisa ser cada vez mais discutido. “As desigualdades geram todas as formas de violência, seja no trabalho, na vida familiar ou na vida social. E nós temos que, diuturnamente, conversarmos sobre equidade de gênero em todos os espaços de poder, em todas as esferas da sociedade”, disse.

A roda de conversa desta segunda-feira está alinhada às políticas institucionais de promoção da equidade de gênero, bem como às diretrizes do CNJ voltadas ao fortalecimento da participação feminina no sistema de justiça, além de contribuir para o fortalecimento do diálogo com a sociedade.

Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

Informações adicionais

  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE