Quinta, 28 Agosto 2003 13:24

Cláudio Déda e a construção da paz social

Ao discursar na solenidade de posse, o novo Desembargador Cláudio Dinart Déda Chagas disse que chega ao ponto culminante de sua carreira na magistratura estadual, com as mesmas esperanças que encheram o coração do jovem político simãodiense, eleito vereador nos idos de 1973. Ontem o político iniciante, assumindo o primeiro cargo público, prometia ser justo no trato dos problemas da comunidade. E hoje, o magistrado habituado aos percalços da profissão, promete ser político toda vez que houver de enfrentar os grandes problemas da Justiça sergipana, revelou, acrescentando que a nossa política é a da construção da paz social; é a política da defesa da liberdade e da realidade plena do direito em favor da cidadania.

Cláudio Déda lembrou que o país vive hoje uma nova fase de desafiar à capacidade da administração pública, porém sem conceder ao Poder Judiciário a posição de relevo que lhe cabe na sociedade democrática, os avanços perseguidos não serão alcançados, jamais. Em outras palavras, não é possível atingir o ideal do desenvolvimento sustentável sem a preservação das liberdades públicas, para cujo cumprimento é imprescindível a existência de um Poder Judiciário vem aparelhado, moderno e eficiente, entende, deixando claro, que para a modernização da justiça brasileira é preciso que a reforma prometida não fique apenas no papel. E que não se realize distante dos verdadeiros conhecedores dos problemas judiciários, frisou.

Para Cláudio Déda é preciso que a reforma eleve a figura do juiz, porque é altamente técnica e difícil a função de julgar as ações humanas e não é trabalho para qualquer um. Por isso, o primeiro cuidado é não esquecer da formação dos melhores quadros. E que não se transforme a magistratura num refúgio de frustrados. Na Justiça não deve haver espaço para aventureiros, definiu.

O novo Desembargador destacou a importância do papel da imprensa no regime democrático. Aqui em Sergipe, o nosso presidente tem desempenhado, com a força de sua inteligência, este papel relevante da comunicação responsável com a mídia, disse lembrando que o desembargador Pascoal Nabuco, prossegue, com êxito, o trabalho do seu sucessor, o desembargador Antônio Góes.

Ele aproveitou para prestar uma homenagem ao desembargador falecido Antônio Góes. Deixou-nos muitas saudades, mas nos deixou, sobretudo, os efeitos grandiosos de um trabalho magnífico em prol da Justiça sergipana, registrou para depois terminar seu discurso fazendo agradecimentos aos seus familiares.