‘Governança Integrada: Construindo uma Justiça mais eficiente, inovadora e humana’ foi o tema do XVII Encontro Anual do Planejamento Estratégico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O evento foi realizado na manhã desta sexta-feira, 28/11, reunindo servidores, magistrados e convidados no auditório do Palácio da Justiça.
“Esse encontro que fazemos no final do ano é de alinhamento de todo o planejamento estratégico realizado. Tivemos duas reuniões preparatórias e agora analisamos todas as medidas que foram tomadas, todas as estratégias, para vermos o cumprimento das metas, o que já melhoramos e o planejamento para o próximo ano. Estamos trazendo as inovações na parte da tecnologia, de aprimoramento da prestação jurisdicional, implementando a inteligência artificial, que é a grande novidade”, destacou a desembargadora Iolanda Guimarães, presidente do TJSE.
O presidente do Comitê Gestor do Planejamento Estratégico, desembargador Diógenes Barreto, também participou da abertura do evento. “Ao avançarmos para além da metade do ciclo estratégico 2021–2026 do Poder Judiciário de Sergipe, entramos em um momento propício para reavaliar as metas e iniciativas que moldam o futuro institucional que desejamos. Este encontro busca ampliar a disseminação da gestão estratégica e promover uma reflexão qualificada sobre os progressos obtidos e sobre como a análise de dados tem orientado nossas decisões”, considerou.
“Percebemos que o planejamento estratégico traz continuidade, direcionamento e uma maior harmonia entre as partes. Temos um tribunal que está sempre caminhando para frente, melhorando e evoluindo. E os números mostram isso, não só em relação ao atingimento das metas institucionais, como também na redução do tempo de duração do processo, na redução do congestionamento, na melhoria da produtividade. Tudo isso para dar suporte aos magistrados e servidores que estão na ponta, trabalhando para que a gente possa atender a população da melhor forma possível”, apontou Felipe Prudente, diretor de Planejamento e Desenvolvimento do TJSE.
Modernização e humanização
Conforme o juiz auxiliar da presidência, Otávio Abdala, a inteligência artificial foi adotada no novo sistema para tramitação de processos que está sendo implementado pelo TJSE, o eproc. “O eproc vai permitir o trabalho em volume. Embora o nosso Sistema de Controle Processual seja muito bom, ele nos obriga a trabalhar processo a processo. O eproc nos permite trabalhar com volumes de processo e com automações. E a segunda vantagem é estarmos numa comunidade, com 13 tribunais de justiça e três tribunais federais, permitindo uma implementação mais rápida de mudanças e um atendimento mais célere das demandas do CNJ”, explicou o magistrado.
Além da inovação na área processual, o secretário de Planejamento e Administração do TJSE, Thyago Avelino, que durante o encontro falou sobre ações de governança e sustentabilidade, lembrou que a atual gestão tem investido em humanização. “Nessa área, nosso destaque maior é o projeto Mexa-SE, não só porque percorreu a trilha do Prêmio Innovare, que apesar de não termos ganhado, chegamos à final. É um projeto que traz humanização, levando saúde e o bem-estar do corpo e da mente aos nossos servidores e magistrados”, comentou Thyago.
Metas
O cumprimento das metas foi apresentado pelos juízes Francisco Alves Júnior, da Corregedoria, que falou sobre o andamento das metas do 1o grau de jurisdição; e Leonardo Almeida, da auxiliar da Presidência, que mostrou os resultados do 2o grau. “Várias metas já foram atingidas, graças ao esforço dos magistrados e servidores, tanto na área-fim quanto na meio. Algumas metas faltam muito pouco para serem atingidas. Mas temos muita esperança que vamos conseguir esse ano sim”, enfatizou o juiz Francisco Alves Junior.
“A meta mais conhecida e mais abrangente é a Meta 1, a que determina que se julgue mais processos de conhecimento do que os distribuídos. Ou seja, tem que sair mais processos do que entrar. É uma meta muito desafiadora porque ela não tem um referencial fixo; depende da distribuição e a distribuição é verificada até o final do ano. Então, até o final do ano essa variável é um desafio para o tribunal. Temos que ficar atentos mesmo que estejamos com números muito bons”, analisou o magistrado.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)




