Quarta, 01 Outubro 2025 11:25

Diálogos com as Juventudes: Arquivo Judiciário de Sergipe sedia oficina de projeto-piloto do CNJ

Aproximar jovens do Poder Judiciário, promovendo discussões sobre direitos humanos e cidadania são os principais objetivos do projeto Diálogos com as Juventudes. Realizada pelo Programa Justiça Plural, iniciativa de cooperação internacional entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a oficina aconteceu na manhã desta quarta-feira, 01/10, no Arquivo Judiciário. O público-alvo foram alunos do ensino médio da rede pública estadual, participantes do Projeto Educação Cidadã; e integrantes do Jovem Aprendiz.

Para que servem as leis, direitos das mulheres, racismo, cyberbullying e organização estudantil foram temas tratados durante a oficina. O coordenador técnico do Programa Justiça Plural, Vinícius Couto, informou que Sergipe é o primeiro Estado do Nordeste a receber a oficina, que conta com cinco eventos-piloto.

“A ideia é aproximar a magistratura dos jovens. Para isso, criamos uma metodologia, junto a uma instituição que trabalha com jovens há anos, a Viração, e fornecemos instrumentos para que os magistrados consigam essa aproximação através de temas que sejam de interesses dos jovens”, explicou Vinícius.

Dessa forma, foram desenvolvidas cartilhas, tanto para magistrados quanto para os jovens. “A linguagem dessas cartilhas é muito voltada para os jovens. São cartilhas pequenas. O conteúdo não é muito extenso e nem profundo, mas atrativo para eles. Com uma linguagem mais fácil”, informou Vinícius. A cartilha ‘Diálogos com as Juventudes – para jovens’ conta com seis cadernos e está disponível na página do Programa Justiça Plural, no site do CNJ.

O evento foi conduzido pela juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). “Na CIJ temos vários projetos com a juventude, um deles é o de aprendizagem profissional, no qual a gente trabalha a profissionalização, mas que através de um outro projeto, o Conectando a Rede, trabalhamos a formação em cidadania. E temos projetos em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, como o Formação de Jovens Monitores, com seis mil monitores de cidadania nas escolas públicas, além do Pequenos Cidadãos; todos projetos que dialogam com a criança e o adolescente”, enumerou a magistrada.

“Receber o Justiça Plural hoje aqui, através desse projeto em curso no CNJ, o Diálogos com a Juventude, só nos enriquece. Hoje, vamos testar uma nova metodologia para enriquecer essa interface, trazendo uma linguagem simples e mais próxima do jovem. Então, estamos felizes porque estamos construindo um aperfeiçoamento de todas essas iniciativas com as quais já trabalhávamos”, completou Iracy Mangueira.

A juíza fez um jogo de perguntas com os estudantes para que eles respondessem a partir de que ano alguns direitos tornaram-se leis. Também foram repassadas informações sobre direitos humanos e acesso à justiça; diferenciando para os jovens as categorias de direitos civis e políticos; econômicos, sociais e culturais; e direitos difusos coletivos. Ainda foi explicado como o Judiciário funciona no Brasil e como ele pode ser acessado.

Um dos estudantes que participou da oficina foi Maria Eduarda Andrade Santos, de 17 anos. Ela trabalha na feira livre com a mãe desde os 11 anos e agora está no Jovem Aprendiz. “Eu acho que se aproximar do tribunal, do direito em si, conhecer as leis é muito bom porque a escola não apresenta muito o que é a lei, passa o básico. A gente vendo e conhecendo as leis vamos ter mais noção do que é certo a se falar e como falar”, enfatizou a jovem.

Para o aluno Josué Ferreira Pontes, de 14 anos, a oficina realizada hoje é uma oportunidade para enriquecer o aprendizado. “É muito bom a gente aprender. Temos dúvidas sobre homofobia, intolerância religiosa, bullying nas escolas, assédio contra as mulheres, várias coisas que são crimes hoje em dia e a gente precisa aprender e compartilhar com quem não sabe ainda”, disse Josué.

Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)

nº 4 (Educação de Qualidade)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)

Informações adicionais

  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE