O DEPLAM Departamento de Planejamento e Modernização do Tribunal de Justiça realizou no último dia 26 de agosto no auditório da ESMESE, o lançamento do projeto Coleta Seletiva do Judiciário em parceria com a CARE Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju.
A oportunidade serviu para dar o ponta-pé inicial a uma campanha de conscientização e educação sobre o tema para todos os servidores deste Poder que a partir de agora irão atuar também como colaboradores da Coleta Seletiva.
Segundo a Relações Públicas do DEPLAM e uma das coordenadoras do projeto no órgão, Izaura Maria dos Anjos, a idéia da Coleta Seletiva partiu da preocupação efetiva com o meio ambiente e a sobrevivência humana, em minimizar custos e em evitar desperdícios adotando a idéia de Lavoisier: Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Izaura disse ainda que o objetivo principal do projeto é reduzir os gastos dentro do órgão e contribuir efetivamente para a sobrevivência humana das pessoas que vivem desse material que será coletado a partir de agora. Partindo da conscientização do que vem a ser o lixo e sua importância para outras vidas, cada servidor terá a responsabilidade de coletar o material utilizado em recipientes que serão doados pela Empresa Torre e colocados em locais de fácil acesso na estrutura do órgão, além de aprenderem a separar o lixo do lixo, disse ela.
A coleta seletiva, conhecida como a separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis como papel e papelão, plástico, vidro e metal será o lixo transformado em Renda, Ocupação e Cidadania, reduzindo o custo do inútil, preservando a natureza e mantendo a cidade limpa. Através dessa visão, o coordenador do Projeto CARE, José Soares de Aragão Brito, também presente na ocasião, informou que a cooperativa foi criada com os catadores de lixo da Terra Dura desde o início de 1999 e a produção foi iniciada em junho de 2001.
De acordo com ele, desde então o trabalho vem sendo buscado através da coleta seletiva de lixo com instituições parceiras que contribuem com a doação de seus materiais utilizados. Atualmente, 33 famílias das 310 cadastradas na CARE, sobrevivem desse trabalho e, dele, tiram seu salário. Precisamos aumentar nossa produção para que novas famílias sejam inseridas no projeto. Hoje nós temos capacidade de ter 100 famílias trabalhando, mas dependemos basicamente do aumento da produção. As parcerias são para nós um grande espaço aberto, enfatizou Aragão.
A CARE é um projeto de parceria coordenado pelo Ministério Público e tem como grande parceira a EMSURB Empresa de Serviços Urbanos da Capital que é quem coleta o lixo em algumas comunidades, além de outros grandes parceiros que contribuem com outras doações.
Sobre a parceria com o Tribunal de Justiça, o coordenador informou ainda que será de grande valia e todo o material recolhido vai diretamente para a CARE, onde passará por um processo de recuperação, prensagem e enviado às fábricas. O dinheiro arrecadado com esses materiais será repassado aos operários, finalizou Aragão.




