Na Comarca de Nossa Senhora do Socorro, foi lançado o projeto “Unir para Transformar: reforçar a educação e garantir a dignidade para crianças e adolescentes acolhidos no Município de Nossa Senhora do Socorro”. O projeto, que é uma iniciativa da juíza Camila Pedrosa, titular da 4ª Vara Cível, e do promotor de Justiça Sandro Costa teve o lançamento oficial nesta quarta-feira, dia 24/09, no Fórum Bel. Luiz Augusto Barreto.
“Todos nós precisamos fazer a diferença na vida de alguém e acreditar no potencial do outro, principalmente das crianças. E esse projeto surge incluído nessa vontade do Poder Judiciário, do Ministério Público, agregados ao Poder Executivo, parceiros, sociedade civil de fazer a diferença. O projeto é uma construção coletiva da sociedade socorrense e se a gente der as mãos e olhar para essas crianças que estão obrigadas e dar uma condição melhor para elas, no sentido de atenção e de ter um estudo melhor, talvez a gente forme um juiz, um promotor, um professor, um advogado, um médico, enfim, um profissional bem-sucedido”, explicou a juíza Camila Pedrosa no lançamento.
O projeto busca um acompanhamento pedagógico e psicossocial para crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento institucional, oferecendo a elas ferramentas para o desenvolvimento humano, educacional e profissional de forma a prepará-las para a independência econômica, social e emocional.
“Da conversa com dra. Camila, a gente se deu as mãos e formou a corrente; da conversa com o Município tivemos uma receptividade, bem como foram receptivos os demais parceiros. Nós temos compensações ambientais vindas da Promotoria do Meio Ambiente que serão destinadas para esse projeto. Uma das primeiras fases do projeto é trazer uma escola particular de Socorro, modelo em educação, para se tornar uma parceira e o Colégio São Lucas, que já tinha a ideia de fazer um projeto dessa natureza, se somou ao Unir e Transformar. Essa unidade de ensino irá receber as crianças da unidade de acolhimento, para as quais parceiros e empresários irão financiar a educação”, completou o promotor Sandro Costa.
Estão previstas as seguintes ações: acompanhamento pedagógico, com foco em reforço escolar, melhoria da educação pública e inserção em escolas privadas de excelência para casos específicos; oficinas de expressão artística e cultural (música, teatro, artes visuais e literatura); atividades de esporte, lazer e convivência; orientação profissional e oficinas de capacitação para adolescentes; atendimento psicossocial, com rodas de conversa sobre autoestima, projeto de vida, prevenção ao uso de drogas e direitos humanos; estímulo à participação em atividades comunitárias e de cidadania.
Representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Prefeitura de N. Sra. do Socorro, Conselhos de Direitos, escolas e universidades, organizações da sociedade civil e entidades religiosas, empresas locais para apoio em capacitação e empregabilidade, colaboradores e parceiros individuais voluntários assinaram um Termo de Adesão ao projeto Unir para Transformar.
“Muitas das crianças que estão em acolhimento institucional não têm oportunidades, de frequentar uma escola particular, um reforço escolar e com esse projeto que irá proporcionar esse acompanhamento pedagógico e psicossocial”, disse o secretário de Serviços Urbanos, Alcides Antônio Santos Junior sobre a importância do projeto.
O Colégio São Lucas, uma unidade ensino particular de Nossa Senhora do Socorro, antes mesmo do lançamento do projeto concedeu duas bolsas de estudo para crianças que estão em medida de acolhimento na unidade do Município.
“Inicialmente nós já acolhemos duas crianças das quais somos padrinhos e estamos felizes porque isso está nos preenchendo e dando um verdadeiro sentido para nossa escola. Com o projeto, fomos convidados e, além de acolher duas crianças, daremos descontos e bolsas de estudos e de esportes. É um projeto que deve servir de espelho para que outros possam replicar e beneficiar as crianças através da educação, que é o caminho que liberta de verdade”, disse a diretora.
A juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE, participou do lançamento do projeto representado a juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 4 (Educação de Qualidade), nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)e nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).




