O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou na tarde desta segunda-feira, 22 de setembro, no Palácio da Justiça, sessão pública de reescolha, outorga de delegação e investidura em serventias extrajudiciais remanescentes do concurso público para ingresso e remoção na atividade notarial e de registro do Estado.
A convocação foi formalizada pelo Edital nº 04/2025, assinado pela desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, presidente da Comissão Examinadora do concurso, e pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Edivaldo dos Santos. A mesa principal da sessão também foi composta pelo juiz-corregedor do TJSE, Francisco Alves Júnior.
“Quero parabenizar a todos e dizer que é uma alegria nossa também de saber que tem pessoas tão capacitadas, determinadas e com tanto compromisso com a ética e a justiça agora investidos em funções tão importantes da nossa sociedade. Então desejo a todos muito sucesso e que sejam muito felizes nas escolhas que vocês fizeram”, saudou a desembargadora Ana Bernadete.
Um dos participantes da sessão foi o delegatário Isaac de Oliveira Cruz, que saiu do Cartório Único do Distrito de Pirambu para o 2º Ofício da Comarca de Carira. Ele fez questão de saudar a celeridade e a transparência do processo. “Eu já estava como delegatário no Estado da Bahia há sete anos num cartório com registro de imóveis, então queria um cartório aqui com este tipo de atribuição. Na minha primeira escolha não foi possível, mas na reescolha eu consegui”, explicou o delegatário.
A sessão de reescolha também foi um momento emocionante na vida do delegatário Denilvam Nascimento Santiago, que pôde assumir agora o cartório do 1º Ofício de Carira, sua terra natal. “Desde o início que observamos um concurso com bastante lisura, sem judicializações, com todos os que assumiram bastante satisfeitos. Estou muito feliz e grato por tudo ter ocorrido dentro da maior legalidade possível, como acontece via de regra aqui no TJSE”, comemorou.
De acordo com o edital, puderam participar da sessão os candidatos que compareceram pessoalmente à 1ª audiência ou enviaram mandatário habilitado, e não tiveram oportunidade de escolher as serventias que permaneceram vagas, em razão de desistências, renúncias ou não investidura no prazo legal.
A sessão de reescolha assegura a continuidade do concurso, iniciado em 2023 e homologado em abril de 2025, garantindo que as serventias extrajudiciais sejam regularmente providas, conforme a legislação em vigor e as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).