Neste dia dedicado ao folclore, 22 de agosto, mais uma vez o Memorial do Judiciário abriu as portas para receber alunos de duas escolas. As turmas do 4o ano da Escola Municipal Josefa de Santana, de Nossa Senhora do Socorro, e do ensino médio do Centro de Excelência Manuel Bonfim, de Arauá, tiveram a oportunidade de conhecer e participar de atividades educativas no Palácio Sílvio Romero, prédio centenário batizado com o nome do sergipano que foi um dos maiores folcloristas do Brasil.
“Nesse dia do folclore é importante que essas escolas possam conhecer o Palácio Sílvio Romero e entender a importância que ele tem na nossa história e no Judiciário”, destacou Sílvia Resnati, diretora do Memorial. Sílvio Romero nasceu em Lagarto (SE), em 1851, e foi escritor, folclorista, historiador, crítico literário, advogado, jornalista e poeta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1914.
Os cerca de 80 alunos das duas escolas foram apresentados ao Memorial pela diretora, que explicou quem foi Sílvio Romero, falou sobre a história do Poder Judiciário e sobre a relevância de vários itens expostos no local. Com os alunos do ensino fundamental, da escola de Socorro, a diretora do Memorial fez uma atividade lúdica sobre direitos e deveres dos cidadãos.
Já a turma do ensino médio, da escola de Arauá, teve a oportunidade de participar de um júri simulado sobre o homicídio de Eliza Samúdio, ocorrido em 2010. O júri foi coordenado por uma servidora do Memorial, Savéria Quaranta, que explicou o papel dos jurados, juiz, promotor e advogados. Ao final, o réu, o goleiro Bruno, foi condenado pelos jurados.
“Eu sei que o Judiciário é um órgão responsável por garantir que as leis sejam cumpridas. Então, como uma pessoa que espera no futuro ser advogado, eu acho esse júri muito interessante. É uma grande oportunidade de expandir meus horizontes. Na escola a gente aprende através dos livros. E aqui a gente aprende vendo um pouco da história. Em cada quadro aqui eu vejo uma história, vejo como é esse lugar e eu fico encantado”, comentou o aluno Lúcio Joaquim de Jesus Santos, que tem 16 anos, está no 2o ano do ensino médio e foi o advogado no júri simulado.
A estudante Miriane Rocha, do 3o ano, também aprovou a iniciativa de ter uma aula fora da escola. “Achei uma experiência muito incrível porque a gente saiu do interior para vir aqui para capital e conhecer esse Memorial”, disse a aluna, também empolgada para a simulação do júri. “Assim, na teoria sei um pouco, mas na prática nunca vi. Então, é uma experiência muito legal”, completou.
Conforme a professora de Sociologia Mara Raíssa Freitas, a visita faz parte do Programa Ser Cidadão, no qual, entre outras ações, os alunos têm a oportunidade de saírem da escola para visitação em órgãos públicos. “Tem sido muito importante fazer parte da rede de educação cidadã. A gente trabalha muito com conteúdos ligados ao poder, política, Estado, movimentos sociais, direitos e cidadania”, explicou a professora.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)
nº 4 (Educação de Qualidade)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)




