Terça, 05 Agosto 2025 16:39

Juíza conversa com alunos de escola pública sobre violência contra a mulher

Um bate-papo descontraído e bastante produtivo sobre violência doméstica e familiar contra a mulher aconteceu, na tarde desta quarta-feira, 05/08, entre alunos dos 8o e 9o anos da Escola Estadual Ministro Geraldo Barreto Sobral, no bairro Industrial, em Aracaju; e a juíza Juliana Martins, responsável pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), que estava acompanhada pela assistente social Lia Maranhão.

A magistrada começou a conversa falando sobre a profissão de juiz, apresentou alguns dados sobre violência doméstica e explicou quais são os tipos de violência contra a mulher. “Trouxemos para eles o que é um relacionamento abusivo e como identificá-lo. Conversando com eles percebemos, pelos olhares, que alguns já vivem isso mesmo sendo adolescentes. E a ideia dessa conversa é justamente que eles consigam identificar e sair da situação de violência”, destacou a juíza.

O assunto foi anteriormente debatido na disciplina Projeto de Vida, na qual os alunos, conforme a diretora da escola, Rejane Rabelo Santos, trabalham temas transversais, podendo, assim, planejar melhor o futuro. “Hoje, eles falaram sobre relacionamento abusivo, empoderamento feminino, sobre as questões que a mulher sofre na sociedade. E achei muito importante porque a palestra não foi focada só nas meninas”, revelou a diretora.

A escola tem cerca de 400 alunos, matriculados no ensino fundamental, e que são moradores não só do bairro Industrial, mas também do Porto Dantas, Coqueiral, Japãozinho, Ponta da Asa e Lamarão. “Muitos alunos já vivenciaram ou vivenciam a violência contra a mulher e talvez até não tenham identificado. A juíza trouxe exemplos e vídeos muito interessantes e eles conseguiram identificar situações de violência de perto, no cotidiano deles”, completou Rejane.

O aluno Miguel Figueiredo, de 15 anos, disse que não sabia diferenciar os tipos de violência contra a mulher. “Eu aprendi hoje, por exemplo, sobre violência patrimonial, que é quando o agressor destrói o patrimônio da mulher, seja de um celular, seja uma casa. E existe também a violência psicológica. Eu pensava que era só mais as agressões físicas. Não tinha muito conhecimento a respeito disso e graças a essa palestra eu aprendi”, agradeceu Miguel.

Já a aluna Beatriz de Jesus da Silva, também de 15 anos, aprendeu que a mulher precisa ser respeitada. “E quando acontece algum tipo de violência a mulher tem que se afastar, tem que terminar, porque se dá a segunda chance não adianta não. Se o homem faz a primeira vez, vai fazer sempre. Pode ser pior depois. Eu nunca tinha visto uma juíza de perto, só por televisão. Gostei dela. A gente aprendeu muita coisa”, comentou a adolescente.

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  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE