O 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o Centro Judiciário de Justiça Restaurativa e o Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais iniciaram dois projetos voltados para o acolhimento e para um olhar mais humanizado às mulheres que são partes em processos que tramitam no 1º Juizado.
No dia agendado para a audiência no 1º Juizado, na manhã desta sexta-feira, dia 30/5, as mulheres vítimas foram convidadas pela juíza Camila Pedrosa para participarem das rodas de conversa do Projeto Girassol. Esta ação teve início em novembro de 2024, na unidade da justiça, por iniciativa da juíza, em formato de projeto-piloto. A partir do Girassol, as mulheres que aceitaram o convite puderam participar de uma ação continuada conduzida pelas facilitadoras da Justiça Restaurativa Silvia Simone Guimarães e Daniela Hollanda que foi intitulada de Projeto Florescer Reconstruir Raízes e Cultivar Novos Caminhos para vítimas de violência doméstica.
“O Projeto Girassol é justamente um círculo de conversas em que é feito o acolhimento e o autocuidado dessa mulher. A partir desta ação, ela pode compreender que está sendo vista de uma forma diferenciada pelo Poder Judiciário não apenas como número, como uma vítima, mas como uma pessoa humana que tem suas dores e que merece ser cuidada. Então, a mulher sai dessa roda de conversa com esse sentimento e nós ofereceremos uma nova etapa do projeto que se chama justamente Projeto Florescer, no qual essa mulher vai fazer um caminho de encontros junto com a Justiça Restaurativa”, explicou a juíza Camila Pedrosa, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
O objetivo do Projeto Florescer é criar um espaço de acolhimento e fortalecimento da mulher vítima de violência doméstica, utilizando a metodologia do Círculo de Construção de Paz e outras práticas restaurativas em encontros mensais e temáticos.
A professora de espanhol Marta Martins é vítima em um processo que tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Há cinco anos, ela sofreu uma situação de violência e desde então possui medida protetiva deferida pelo judiciário e é assistida pela Patrulha Maria da Penha. Marta foi uma das mulheres convidadas para a roda de conversa Girassol.
“Eu fui convidada pela doutora Camila para participar do projeto Girassol e, para mim, foi gratificante. Esta é primeira vez que eu participo de projeto, em que tiveram outras mulheres e o acolhimento indescritível. Estou saindo desse encontro com força, perseverança e muito grata por tudo que ocorreu nesta roda de conversa”, avaliou.




