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Sexta, 23 Mai 2025 12:59

Coordenadoria de Perícias realiza evento sobre Psicologia Pericial e Processos de Interdição

 

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por meio da Coordenadoria de Perícias Judiciais (Copejud), realizou na manhã desta sexta-feira, 23 de maio, no Fórum Gumersindo Bessa, o encontro “Psicologia Pericial e Processos de Interdição: Desafios e Atualizações”. No evento, voltado para psicólogos peritos internos e externos, foi debatido criticamente o papel da psicologia e dos peritos nos processos de interdição, além da integração entre teoria e prática e o fortalecimento do compromisso com os direitos humanos, normativas atuais e as boas práticas profissionais.

A coordenadora da Copejud, Luciana Dantas, destacou que este tipo de capacitação, que teve a presença de profissionais tradutores intérpretes de da Língua Brasileira de Sinais (Libras),  reflete o olhar da gestão do TJSE para a causa da Inclusão. “Nosso objetivo é trazer cada vez mais eventos humanizados, ligados a grupos cujos direitos foram historicamente negligenciados”, afirmou.

“Diante de tantas dificuldades, dos desafios do dia a dia, buscamos constantemente a qualificação, o aprimoramento das nossas práticas, compartilhar saberes. Buscando atender a população de forma mais humanizada, ética e técnica”, reforçou a chefe da Divisão de Psicologia da Copejud, Marília Prado Machado.

Um dos idealizadores do evento e também um dos palestrantes foi o analista judiciário de Psicologia na Copejud, Alziro Alves Neto. Ele explica que a ideia do encontro surgiu de uma inquietação nos estudos que realiza sobre o tema, especialmente sobre a Lei 13.146/2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, e as mudanças de paradigmas trazidas nesta legislação. “Como psicólogo da rede pública e militante da causa antimanicomial, da reforma psiquiátrica, me debrucei no assunto e vi que mesmo após 10 anos de vigência, a lei ainda é pouco utilizada, que muitos processos de interdição seguem acontecendo, quando o sugerido pela legislação é o de tomada de decisão assistida, que garante mais autonomia, cidadania e direitos civis às pessoas com deficiência”, concluiu o analista.

 

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  • Fotografias: Larissa Barros - Dicom/TJSE

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