Terça, 06 Mai 2025 11:35

Audiências concentradas reavaliam medidas de acolhimento para crianças e adolescentes

As audiências concentradas, momento em que são reavaliadas medidas de acolhimento de crianças e adolescentes institucionalizados, chegaram ao 36o ciclo. Elas foram realizadas na 16a Vara Cível de Aracaju, Juizado da Infância e Juventude, entre os dias 22 e 30 abril.

Segundo a juíza titular da 16a Vara Cível, Rosa Geane Nascimento, as audiências foram muito bem-sucedidas. “Foram audiências de resolução de dificuldades enfrentadas no dia a dia. Aproveitei para inspecionar todas as unidades de acolhimento, como costumo fazer nesse período das audiências concentradas. Foram detectadas algumas falhas e encaminhamos ofícios para os órgãos municipais e estaduais para correção dos problemas apresentados”, comentou a magistrada.

Ela lembrou que as audiências concentradas farão 15 anos no mês de setembro. “A 16a Vara Cível de Aracaju foi a primeira a iniciar esse trabalho no Estado, com excelentes resultados. Agradeço o apoio da CIJ, que foi parceira desde o primeiro momento”, ressaltou Rosa Geane.

Durante as audiências, toda a rede de atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social é reunida, o que facilita o acesso dos acolhidos a programas sociais, educacionais e também a inserção de jovens em atividades de capacitação, lazer e esporte.

“Mas precisamos fortalecer a rede no atendimento à saúde para as unidades de acolhimento, diante do número grande de crianças e adolescentes necessitando acompanhamento psicológico e psiquiátrico”, alertou a juíza Rosa Geane.

Conforme a juíza Iracy Mangueira, responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), além da reavaliação das medidas, as audiências concentradas propiciam uma maior troca de informações entre os juízes com competência infantojuvenil e CIJ.