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Terça, 19 Novembro 2024 09:12

Consciência antirracista: Comeger e Ejuse promovem seminário sobre história do povo negro

‘História do povo negro, democracia e consciência antirracista’ foi o tema de um seminário realizado na manhã desta segunda-feira, 18/11, no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), promovido pelo Comitê da Equidade de Gênero e Raça (Comeger/TJSE) e Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). A data foi escolhida em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado nessa quarta-feira, 20/11.

O evento foi aberto pela cantora Lari Lima, acompanhada dos músicos Gledson Souza, ao violino, e Bruno Campos, ao violão. Em seguida, a desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, que é a presidente do Comeger, deu as boas-vindas aos participantes e disse que o evento reforça o compromisso do Poder Judiciário com a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

“Esse seminário tem uma relevância ímpar diante das diretrizes do Pacto Nacional da Equidade Racial, do Conselho Nacional de Justiça. Ao proporcionar um espaço de aprofundamento sobre a trajetória histórica do povo negro no país e os desafios enfrentados, o evento contribui significativamente para a conscientização sobre o racismo estrutural e a importância da luta antirracista”, ressaltou a desembargadora Ana Lúcia.

A diretora da Ejuse, desembargadora Iolanda Guimarães, também compareceu ao seminário e lembrou que o Judiciário está implementando uma política antirracista. “Estamos cumprindo uma resolução do CNJ e ainda bem que essa resolução está em sintonia com os anseios da sociedade porque temos que enfrentar esses assuntos e orientar os magistrados e servidores”, comentou a diretora da Ejuse.

O primeiro palestrante foi o professor doutor Roberto Lacerda, que falou sobre os ‘Caminhos para construção da equidade racial’. “Esse tema é de extrema importância porque precisamos reconhecer como as disparidades sociais afetam o desenvolvimento do país. É importantíssimo a gente debater esse tema para que, principalmente o Judiciário, possa contribuir com a efetivação das políticas públicas que promovem a igualdade racial, para que tenhamos um país mais equânime e justo para todos, independente da raça ou etnia”, analisou.

Já a palestra vivencial ‘Psicologia e decolonialidade’ foi ministrada pela professora doutora Giceli de Carvalho. “É muito importante um evento como esse dentro do Tribunal de Justiça porque é um órgão que garante que a gente consiga exercer direitos dentro da sociedade, de que a gente consiga manter uma condição minimamente justa para todos cidadãos em igualdade”, comentou a palestrante.

Ainda houve uma roda de conversa com as juízas de direito Carolina Valadares e Elaine Celina Afra. “Na semana em que comemoramos a consciência negra, trouxemos esse evento do Comeger para tratarmos de aspectos relevantes no que diz respeito a igualdade racial”, disse Carolina. Já a juíza Elaine Afra lembrou que “o seminário dá visibilidade ao tema e abre o olhar da sociedade e dos participantes”.

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