Quarta, 23 Outubro 2024 11:48

Ação da Coordenadoria da Infância e Juventude apresenta Judiciário a estudantes de Direito

Aproximar o Judiciário da academia é um dos objetivos de uma ação da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) em parceria com o curso de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Nos últimos dias, alunos da disciplina Prática Penal visitaram algumas unidades do Poder Judiciário, a exemplo da 6ª Vara Criminal, e hoje, 23/10, conheceram o Fazendo Justiça, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Na manhã de hoje, os universitários foram recepcionados pela juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ. “Com essa ação, a gente permite que esses alunos conheçam a jurisdição da infância e juventude na sua prática. O Direito, enquanto uma ciência social aplicada, deve ser visto no seu contexto. Além disso, eles podem também produzir pesquisas acadêmicas que venham ao encontro da nossa necessidade de aprimoramento”, analisou a magistrada.

Em seguida, a assistente técnica estadual do Fazendo Justiça no Eixo Socioeducativo, Izabella Riza Alves, apresentou o programa aos alunos. Ela explicou que o Fazendo Justiça desenvolve políticas judiciárias na área da privação da liberdade, com atuação nos sistemas penal e socioeducativo.

“Apresentamos os estudantes o Programa Fazendo Justiça e como se dá a cooperação técnica com os tribunais para tentarmos compreender como as políticas judiciárias são executadas. Muitas vezes, quando estamos numa graduação, acabamos não tendo contato com a prática. Então, a intenção é abrir as portas para essa parceria e assim contribuir com a prática da universidade”, comentou Izabella.

Um dos alunos do curso de Direito que participa da ação é Flaubert Marques da Cruz, do 9º período. Já formado em Filosofia, ele dá aulas na rede pública e diz que a ação não só contribuirá para sua atuação futura no ramo do Direito, como também no dia a dia da sala de aula, já que tem alunos em situação de vulnerabilidade social.

“Muitos dos meus alunos vivem em abrigos, outros estão em situação de rua ou envolvidos com o tráfico, cometeram pequenas infrações ou sofreram algum tipo de abuso. Então, quando surgiu essa possiblidade de conhecer de forma mais próxima como funciona a justiça relacionada à criança e ao adolescente, achei que seria importante para minha formação. De fato, na faculdade, ficamos um pouco isolados da vida profissional”, ressaltou Flaubert.

Na semana passada, os alunos estiveram na 6ª Vara Criminal, que tem competência para julgar crimes praticados contra crianças e adolescentes. “Muito se fala sobre a priorização da infância e juventude, mas na verdade o que percebemos é um desconhecimento sobre a forma prática de se efetivar essa proteção. Então, trazer estudantes para conhecer essa realidade é trabalhar com a formação de novas posturas profissionais”, enfatizou a juíza Heloísa de Oliveira Castro Alves, titular da 6ª Vara Criminal.

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  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE