Nesta sexta-feira, dia 18/10, foram realizadas as reuniões preparatórias para o XVI Encontro Anual do Planejamento Estratégico, que acontecerá no dia 1º de novembro.
Ocorreram dois blocos de reuniões preparatórias na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). No primeiro, gestores, magistrados e servidores discutiram os macrodesafios Enfrentamento à Corrupção e à Improbidade Administrativa, Prevenção de Litígios e Adoção de Soluções Consensuais para os Conflitos e Promoção da Sustentabilidade. Em seguida, no segundo bloco, foram abordadas situações relacionadas aos macrodesafios Aperfeiçoamento da Gestão Orçamentária e Financeira, Aperfeiçoamento da Gestão de Pessoas e Fortalecimento da Relação Interinstitucional do Judiciário com a Sociedade.
De acordo com a presidente do Comitê Gestor, desembargadora Iolanda Guimarães, o formato setorizado das reuniões, o qual foi implantado em 2023, visa dar mais objetividade e eficácia ao Encontro Anual do Planejamento Estratégico.
“Nós estamos buscando mais objetividade, celeridade e transparência nas informações com essas reuniões que são muito proveitosas e obtivemos um aproveitamento maior das ideias com esse formato que implantamos no ano passado. Trabalhamos e nos aprofundamos nas soluções, otimizamos tempo, ouvimos todos os servidores e magistrados envolvidos e saímos dessas reuniões com ideias mais construtivas e de maior perspectiva de eficácia para o que discutimos”, avaliou a desembargadora.
O Planejamento Estratégico do TJSE definido para o ciclo 2020-2026 possui 12 macrodesafios, 32 indicadores e 93 iniciativas. Na abertura de cada reunião foram apresentadas ações estratégicas definidas a partir das discussões e sugestões perpetradas nas reuniões realizadas em 2023.
“No ano passado, a gente percebeu que muito do que foi coletado teve um efeito prático no mundo real. Recebemos 50 sugestões e ideias que se tornaram sementes para que a população pudesse colher frutos hoje. Por exemplo, a avaliação da matéria criminal ensejou a criação da 2ª Vara Criminal do Lagarto e da 3ª Vara Cível e Criminal da Barra dos Coqueiros, bem como a criação do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em Aracaju. Outras melhorias que surgiram como ideias nas reuniões do ano passado foram na área administrativas, como a criação do Plano de Contratação Anual e do Núcleo de Governança Riscos e Compliance, que é uma forma de controle interno do Tribunal para melhorar nossa atividade”, explanou Felipe Baptista, diretor de Planejamento do TJSE.
Antes da realização das Reuniões Preparatórias foi encaminhado a cada participante um formulário avaliativo por meio do qual foi oportunizado um levantamento das informações de forma prévia. “O formulário como uma espécie de método para começar a enriquecer o debate até aqui é muito positivo, porque já se chega com uma ideia do que será discutido e quando nos reunimos formatamos propostas para o Encontro Anual e, com mais efetividade, temos a sedimentação da estratégia”, avaliou o juiz-corregedor Francisco Alves Jr.
Os grupos foram divididos de acordo com os seis macrodesafios. Para os participantes, o mais importante é o foco na gestão participativa, uma vez que todos puderam apresentar sugestões na busca de melhorias na prestação jurisdicional. “Quero parabenizar a equipe, a desembargadora Iolanda pela modificação no formato das reuniões porque traz mais praticidade ao debate em torno de possíveis soluções e uma participação maior dos envolvidos no processo. Acredito que traz mais eficiência e efetividade nas conclusões”, comentou a desembargadora Simone de Oliveira Fraga que participou da mesa que discutiu o Enfrentamento à Corrupção e à Improbidade Administrativa.
“Foi muito proveitosa a reunião já que teve a participação de vários magistrados e servidores que atuam diretamente, além dos que não atuam tão diretamente, mas que puderam contribuir com algumas reflexões do que funcionou, do que precisa melhorar, do que a gente precisa reajustar e, assim, consolidamos em algumas propostas, em alguns índices que vão ser revistos. Acredito que esse foi o modelo ideal”, salientou a chefe de divisão do Nupemec, Carla Franco, sobre a mesa Prevenção de litígios e adoção de soluções consensuais para os conflitos.
O juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Plech, é gestor do macrodesafio Promoção da Sustentabilidade e conduziu a reunião sobre o tema. “Eu acho que é uma dinâmica mais participativa. A gente pode ouvir a todos, pode fazer as avaliações, pode colocar os cenários e sobretudo colocar para todos aqueles participantes as medidas que foram tomadas, os resultados, o que se espera. Então é uma forma democrática de pensarmos em um Tribunal de Justiça melhor para o presente e para o futuro”, concluiu o magistrado.




