O Memorial do Judiciário realizou na manhã desta quarta-feira, 17/07, mais uma palestra sobre a Revolta de 13 de Julho, ocorrida em Aracaju em 1924. Dessa vez, o público foi composto por alunos do curso de formação da Guarda Municipal de São Cristóvão. A palestra ‘A História da Segurança Pública até 1924’ foi ministrada pelo tenente-coronel da Polícia Militar de Sergipe (PM-SE), Marcelo Rocha, no auditório da Escola Judicial de Sergipe (Ejuse).
Conforme a diretora do Memorial do Judiciário, Sílvia Resnati, a exemplo do que ocorreu na última sexta-feira, 12/07, em parceria com a Escola do Legislativo, a palestra teve como objetivo resgatar um importante fato histórico ocorrido na capital sergipana.
Segundo Fábio Salviano, coordenador do curso de formação da Guarda Civil Municipal de São Cristóvão, organizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão do Estado de Sergipe (Fapese), os 92 alunos começaram o curso no mês de abril deste ano e deverão concluir este mês as quase 600 horas de formação, baseada na matriz curricular nacional das Guardas Municipais proposta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“Temos técnicas de defesa pessoal, de uso de armamento e tiro, mas também disciplinas teóricas que tratam da segurança pública no Brasil desde o Império. Então, essa atividade do Tribunal de Justiça ajuda muito a compreender esse histórico. Eles vão vendo na prática e na teoria como as coisas aconteceram”, explicou Fábio Salviano.
Durante a palestra, o tenente-coronel Marcelo Rocha falou sobre a Chefatura de Polícia, que existia antes de 1924 e que por um tempo funcionou no prédio do Memorial do Judiciário. Depois da revolta, segundo o palestrante, foi iniciado um processo de profissionalização da tropa, realizado pelo governador Graccho Cardoso, passando-se a exigir dos policiais escolaridade e participação em cursos de formação em carreiras específicas.
“É interessante essa parceria com o Poder Judiciário. Trouxemos eles para a palestra e depois fomos ao Memorial para que eles vissem alguns documentos relativo à Revolta de 13 de Julho. É a história viva”, comentou o tenente-coronel Marcelo Rocha, que também é professor do curso de formação da Guarda Municipal de São Cristóvão.
Uma das alunas, Vivian Kerolaine Andrade, disse que pretende seguir carreira na área da Segurança Pública e a palestra foi importante para conhecer um importante fato histórico ocorrido em Sergipe. “Para mim foi interessante porque eu gosto muito de História, saber o que aconteceu na segurança pública até os dias de hoje, a evolução na profissão da gente”, salientou Vivian.
No dia 13 de julho de 1924, na Praia Formosa, em Aracaju, ocorreu a primeira revolta militar de Sergipe, quando o Palácio do Governo foi invadido, sendo preso o governador Graccho Cardoso e alguns aliados. A Revolta Tenentista teve como principais líderes o capitão Eurípedes Esteves de Lima e os tenentes Augusto Maynard Gomes, João Soarino de Melo e Manuel Messias de Mendonça, que influenciados pela ‘Revolução Paulistana’ reivindicavam uma maior participação militar na vida pública.