Nesta sexta-feira, dia 05/04, em alusão ao mês de Conscientização sobre o Autismo, o Abril Azul, o Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou uma palestra "Conversando sobre TEA".
“O Centro Médico está atento às necessidades dos servidores e também da população que é atendida em nossos fóruns. Hoje temos um aumento dos diagnósticos de pessoas com TEA e precisamos conhecer, conversar e nos conscientizar mais sobre essa diversidade para poder acolher”, explicou Cristiane Góes, diretora do Centro Médico.
A palestrante foi a terapeuta ocupacional Fabíola Mendes de Andrade, especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, pós-graduanda em Intervenção ABA aplicada ao TEA.
“Hoje a gente estabeleceu esse momento para conversar sobre esse tema, por isso que o tema foi ‘Conversa sobre o Autismo’. Foi realmente um momento muito interativo em que eu pude ouvir algumas mães e pais de filhos atípicos e pudemos trocar informações, trocar experiências, então acho que foi um momento riquíssimo”, avaliou a palestrante.
Foram abordadas questões como as características do TEA, a diversidade no espectro autista, intervenções e tratamentos, direitos da pessoa com TEA, além de uma dinâmica estabelecendo os mitos e verdades sobre o espectro. A terapeuta ainda trouxe a informação acerca da prevalência do TEA, detalhando que 1 a cada 36 pessoas possuem o diagnóstico no Brasil.
“Hoje em dia, o diagnóstico tem sido muito mais precoce, então, a incidência aumentou bastante por conta dessa questão do diagnóstico. Existem vários estudos, os especialistas estão cada vez mais entendendo sobre o espectro, sobre os sintomas, sobre o transtorno para poder dar o diagnóstico de forma correta. E nós, da sociedade, também precisamos entender sobre as individualidades para tornarmos o mundo cada vez mais inclusivo, por isso parabenizo o Tribunal pela iniciativa”, acrescentou.
A palestra reuniu mães e pais atípicos, que são servidores do TJSE e serviu como um espaço de debate e troca de experiência sobre o TEA. A técnica judiciária Andrea Ramiro, lotada no fórum de Pirambu, é mãe atípica de uma criança com TEA e conversou sobre os desafios.
“Eu acho importante porque dentro do Tribunal há muitos funcionários com filhos com TEA, então, esta é uma iniciativa muito boa que amplia o conhecimento entre os colegas. Algumas pessoas não têm noção da dificuldade que passa uma mãe atípica, um pai atípico, e eu acho importante um órgão como o Tribunal de Justiça, que concede aos servidores o direito da redução da jornada considerando que filhos atípicos demandam mais atenção, amplie o conhecimento sobre o TEA para todos com palestras como essa”, salientou Andrea.
A assistente social que atua na Coordenadoria de Perícias, Hortência Bomfim, também mãe atípica, reforçou a importância do espaço de debate com os servidores que são pais atípicos e do direito na redução da jornada de trabalho, um direito que ela já usufrui no TJSE.
“É importante que no Tribunal de Justiça a gente tenha esses espaços de debate e de esclarecimento sobre as condições diversas, sobre a questão do autista, sobre a questão da pessoa com deficiência auditiva, deficiência intelectual, deficiência visual, porque todos têm habilidades e todos eles podem vir a fazer parte do quadro do Tribunal e, principalmente, os servidores que têm filhos dentro dessa condição e precisam também ser acolhidos. A redução de carga horária, que a gente tem aqui no TJ, já é algo significativo para a gente poder acompanhar os filhos nas terapias, nas diversas atividades que favorecem o pleno desenvolvimento deles, a inclusão efetiva para que suas potencialidades sejam desenvolvidas”, complementou.