Seguindo no contexto do Mês da Mulher no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Fórum Des. Artur Oscar de Oliveira Deda, na sede de Nossa Senhora do Socorro, realizou nesta terça-feira, 12 de março, uma programação especial de conscientização sobre violência doméstica e familiar. Além de palestra com a juíza coordenadora da Mulher do TJSE, Jumara Porto, as ações incluíram a exposição fotográfica “Colorindo a Dor”, samba de roda com as Sambadeiras e apresentação teatral do Projeto Sociocultural Mangaliza.
“São muitas vítimas aqui em Socorro, em Sergipe e em todo o Brasil que sofrem não só abusos físicos, mas também psicológicos, patrimoniais. E eu preciso de mulheres como vocês, lindas, independentes, que saem de casa e vêm aqui para dançar, fazer o que gostam, para conscientizar outras mulheres, que ainda se submetem a isso. Uma família de verdade, uma relação de verdade, tem que ser baseada em amor e respeito. Se não houver isso, não vale a pena para a mulher. Contem conosco para mudar essa situação”, afirmou a magistrada durante sua apresentação.
O supervisor do Cejusc Socorro Sede, Ciro Guilherme Albuquerque, destacou que esta foi a primeira ação feita dentro do fórum, dentre outras atividades já desenvolvidas na comunidade. “O conflito a gente resolve no dia a dia que são os processos, as audiências de conciliação que mediamos, parte judicial e pré-processual. Mas também temos a parte da cidadania, por meio dos projetos. A comarca de Socorro é muito grande, complexa, com índices altos de violência contra a mulher, por isso precisamos atuar em todas as frentes para reduzir esses números”, ressaltou.
“Já são 10 anos de trabalho com as nossas meninas da melhor idade, que resgata não só as tradições culturais da dança, da música, mas também a autoestima e a saúde das participantes. Nesta manhã trouxemos também uma pequena peça teatral de conscientização contra a violência doméstica”, explicou o mestre Mangaliza José Roberto de Santana, responsável pelo Instituto que hoje conta com quase 70 inscritos.




