‘Da Reflexão à Ação: repensar juntos para melhores resultados’ foi o tema do XV Encontro Anual do Planejamento Estratégico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), realizado na manhã desta sexta-feira, 01/12, no auditório do Palácio da Justiça. O encontro reuniu servidores, gestores, magistrados e convidados, que tiveram a oportunidade de acompanhar os principais resultados alcançados pelo Tribunal ao longo de 2023.
O evento foi aberto pelo presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima. Ele, que já foi presidente do Comitê Gestor do Planejamento Estratégico, disse que a cultura estratégica do Tribunal, existente desde 2009, está cada vez mais consolidada. Desde então, além dos 15 encontros anuais, foram realizadas 44 Reuniões de Análise da Estratégia (RAEs), onde são monitoradas e avaliadas as ações para o alcance dos objetivos.
“Preocupados em manter o padrão de excelência e reconhecer a importância do corpo funcional, ampliamos a quantidade de desembargadores, instalamos as Turmas Recursais, criamos cargos de assessores de magistrado, realizamos o concurso público para repor o quadro de servidores e trabalhamos diversos avanços na valorização dos servidores, sempre buscando modernizar a justiça sergipana, através de um planejamento sério e focado na prestação jurisdicional célere, eficiente e sustentável”, enumerou o presidente Ricardo Múcio.
A atual presidente do Comitê Gestor do Planejamento Estratégico, desembargadora Iolanda Guimarães, explicou a relevância do encontro. “Nesse encontro de hoje, discutimos onde precisamos melhorar e como direcionar as ações para que as metas do Conselho Nacional de Justiça e as nossas próprias metas sejam cumpridas, proporcionando ao cidadão uma justiça mais célere e antenada com as prioridades”, destacou a desembargadora Iolanda.
Além de servidores, magistrados, gestores do TJSE e o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus), participaram do evento convidados de outras instituições, a exemplo do governo do Estado e Polícia Militar. “Aqui no Tribunal temos muito o que aprender pelo que o Judiciário vem fazendo em todas as áreas, que são pautadas pela estratégia e pela organização. Vemos começo, meio e fim nas ações, envolvendo servidores e magistrados”, elogiou Wellington Mangueira, diretor da Escola de Administração Pública e Gestão Governamental de Sergipe (Esapgese).
Gestão e governança estratégica
O diretor de Planejamento e Desenvolvimento do TJSE, Felipe Prudente, falou sobre ‘Gestão e governança estratégica’. O Planejamento Estratégico do TJSE é composto por três grandes eixos: Sociedade, Aprendizado e Conhecimento e Processos Internos. “São quase 35 metas sendo acompanhadas, das quais 50% já foram alcançadas para este ano, 25% com acima de 90% de alcance e as outras 25% em rota de alcance”, apontou Felipe Prudente.
“O objetivo aqui hoje foi concluir essa nova formatação do planejamento estratégico, com a realização de duas mesas, uma administrativa e uma judicial, para debater objetivos, revendo perspectivas, iniciativas e indicadores com magistrados e servidores. Apresentamos o resultado das atividades desempenhadas ao longo deste ano para melhorar o planejamento estratégico da instituição”, informou o diretor de Planejamento.
Desempenho do TJSE no 1º e 2º Graus
As metas relacionadas à atividade-fim foram apresentadas por dois juízes. Francisco Alves Júnior, juiz auxiliar da Corregedoria, falou sobre o desempenho do TJSE no 1º Grau de jurisdição. “O desempenho tem sido satisfatório. Das sete metas que a Corregedoria monitora, cinco já foram alcançadas, inclusive com folga. São metas relacionadas ao tempo de tramitação do processo; e processos de temas sensíveis, como meio ambiente, infância e juventude e violência doméstica e familiar contra a mulher”, apontou o magistrado.
Já Gustavo Plech, juiz auxiliar da Presidência, apresentou um balanço das metas no 2º Grau de jurisdição. “O 2º Grau, como vem ocorrendo em outros anos, está muito bem avaliado em suas metas. Destaco a meta de julgamento de processos em número superior à entrada daquele ano. Até hoje, estamos com 98% desses processos julgados, mas chegaremos a 100% até o recesso. Acredito que temos um dos 2º Graus mais rápidos do país porque, em média, o processo tem um resultado definitivo entre três e seis meses”, informou Gustavo.