Nesta segunda-feira, dia 06, ocorreu o encerramento do Curso de Formação de Facilitador de Justiça Restaurativa e Círculo de Construção de Paz, realizado pelo Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa (Nupejure), em parceria com a Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). A capacitação teve como público-alvo atores da rede de atendimento do Estado de Sergipe, profissionais que atuam nas instituições de acolhimento, nas Casas-Lares e nos Centros de Referência da Assistência Social (Creas).
“A maior parte desta turma é formada por pessoas que trabalham nas instituições de acolhimento, então, têm representantes de vários municípios e a intenção é que eles tenham condições de atuar junto às famílias, às crianças e adolescentes acolhidos, que possam trabalhar nas questões dos conflitos familiares, nas dificuldades da convivência familiar. Então, a capacitação visa potencializar a atuação desses profissionais para que eles tenham mais recursos, disponham de mais uma metodologia para poder lidar com situações conflituosas e trazer soluções”, explicou Michelle Cunha, facilitadora em Justiça Restaurativa do TJSE.
O objetivo do curso, que teve início em 11 de outubro, foi capacitar os profissionais para desenvolverem práticas restaurativas, através da metodologia do círculo de construção de paz, bem como promoverem educação para a paz nos seus ambientes de trabalho, nas relações profissionais, no atendimento às crianças, adolescentes e famílias. De acordo com Sonale Ramos, também facilitadora em Justiça Restaurativa do TJSE, a capacitação atende a uma demanda da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ).
“Essa turma veio de uma solicitação da Coordenadoria da Infância e Juventude para que esses profissionais tenham mais uma ferramenta qualificada para bem atuar com o público de crianças e adolescentes. O ciclo de construção de paz, com certeza, é um instrumento favorável para que esses profissionais trabalhem com a sua demanda do dia a dia de modo mais humanizado, de modo mais justo, buscando atender melhor às necessidades do público-alvo das instituições em que eles estão lotados”, salientou Sonale.
O assistente social da Casa-Lar de Itaporanga D’Ajuda, Wagner Alves, foi um dos 25 participantes do curso. A unidade de acolhimento atende hoje duas crianças e um adolescente e, segundo o profissional, a capacitação colabora com a vivência dentro da instituição.
“Nós trabalhamos com crianças e adolescentes que possuem vários tipos de vivências, dificuldades, até transtornos ou foram vítimas de violência. Quando eles chegam à Casa-Lar sentem-se presos, longe de todos os familiares e eles precisam do acolhimento adequado. Esse curso nos deu uma nova perspectiva para darmos uma atenção para a oitiva, ouvir a criança, ouvir o adolescente, ouvir as famílias e também estar atentos aos conflitos que surgem para buscarmos uma resolutividade mais adequada por meio do círculo de paz”, ressaltou o participante.
Planejamento Estratégico 2021/2026
Macrodesafio
PREVENÇÃO DE LITÍGIOS E ADOÇÃO DE SOLUÇÕES CONSENSUAIS PARA CONFLITOS