A juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), participou do Dia da Família na Escola Municipal de Educação Infantil Rachel Cortes Rollemberg, localizada no conjunto Agamenon Magalhães, em Aracaju. Durante o evento, realizado na tarde de ontem, 27/09, a magistrada conversou com responsáveis legais pelos alunos sobre a necessidade de participação da família na escola.
Durante o encontro, a juíza destacou o que preconiza o artigo 4º do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), lembrando que é dever da família, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária. A CIJ ainda presenteou a escola com publicações sobre o ECA, Lei Maria da Penha e Constituição Federal.
“Foi extremamente gratificante a interface do Tribunal de Justiça, através da CIJ, com a escola. Entendemos que é fundamental a comunhão de esforços da família, escola e sociedade para que possamos contribuir com o desenvolvimento intelectual das crianças e adolescentes. Foi um momento de partilha, testemunhos e também de muita orientação e esclarecimentos sobre direitos das crianças e adolescentes. A escola é maravilhosa, com um projeto pedagógico em execução, assim penso que adotaremos várias parcerias”, comentou a juíza.
Conforme a coordenadora pedagógica Joseane Bomfim, a escola costuma não comemorar os dias dos pais e das mães porque leva em consideração os novos arranjos familiares. Por isso, prefere realizar o Dia da Família, uma vez ao ano, com os responsáveis legais pelos alunos. “Hoje as famílias estão bem diversificadas. Só com pai, só com mãe ou só com avós. Então, esse projeto tem como objetivo de aproximar toda a família da escola, falando sobre a importância de estarem presentes e darem assistência aos filhos”, explicou a coordenadora.
“A juíza mostrou na palestra que tudo que acontece em casa reflete na escola. Os pais, às vezes, pensam que os filhos não compreendem por serem pequenos, mas eles entendem sim os conflitos que ocorrem em casa. E isso reflete na escola, com queda na aprendizagem e desmotivação. A juíza ajudou muito, foi bastante disponível e clara na sua fala. Os pais se sentiram à vontade para conversar e expor situações. Foi uma conversa bem tranquila”, agradeceu a coordenadora.