Os adolescentes que participam da quarta turma do Programa Jovem Aprendiz, residentes na Barra dos Coqueiros e atendidos por ações socioassistenciais do município, participaram na manhã de hoje, 13/09, de uma ação intitulada "Conectando a Rede", promovida pela Coordenadora da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe. Nesta ação, os estudantes do Atheneu ONU têm orientado os alunos do Jovem Aprendiz em questões relacionadas ao fomento da cidadania.
"A ideia é, além da aprendizagem, a gente tocar esses adolescentes com a perspectiva deles conhecerem algumas legislações para, a partir disso, eles desenvolverem melhor a própria autonomia. Então, nesse programa, eles estão tendo acesso a diversos conteúdos como, por exemplo, a Constituição em Miúdos. É como se, a partir dessa interface com jovens também, porque quem facilita o conteúdo são adolescentes do Colégio Atheneu, eles pudessem despertar para o arcabouço de direitos que eles possuem, para que eles possam exercitar esses direitos e também os deveres porque a gente sabe que a assunção da responsabilidade, considerando que o adolescente é um sujeito em desenvolvimento, é muito importante para o adulto de amanhã", explicou a juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude do TJSE.
O Jovem Aprendiz é um projeto resultante do Termo de Cooperação do qual o Tribunal de Justiça de Sergipe é signatário juntamente com as instituições parceiras: Senac, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público de Sergipe e Multserv. O objetivo é qualificar jovens para o mercado de trabalho, a partir de curso profissionalizante e estágio remunerado. Esta quarta turma do Jovem Aprendiz teve início no mês de julho e os adolescentes participam do Curso de Atendimento ao Público, ministrado pelo Senac, e realizam o estágio remunerado em secretarias municipais da Barra dos Coqueiros.
O projeto-piloto "Conectando a Rede" com a participação dos adolescentes do Atheneu ONU proporciona ao jovem aprendiz o exercício do protagonismo juvenil e a preparação para o exercício da cidadania com conteúdos sobre a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Maria da Penha, o Código de Defesa do Consumidor. A ideia da CIJ é que os adolescentes inseridos na Programa de Aprendizagem Profissional sejam promotores da cidadania, para também repercutir os conteúdos com outros alunos da rede pública do município de Barra dos Coqueiros, por meio da construção de projeto de intervenção ao final do curso.
"É uma honra essa oportunidade que a Coordenadoria da Infância e Juventude tem nos proporcionado de participarmos desse processo de aprendizagem cidadã com os meninos da Barra dos Coqueiros porque quando a gente fala sobre cidadania a gente, de fato, coloca o nosso poder de ser cidadão. Nós, do Atheneu ONU, buscamos passar o conhecimento, agregar e ajudar o contexto social em que estamos vivendo, capacitando outros jovens para poder viver em sociedade. Falamos sobre as legislações, sobre como recorrer a alguém ou a algum órgão caso eles sofram alguma violação, então, a gente, de fato, está aqui tentando colocar na vida deles o conhecimento quanto à essa esfera da cidadania", relatou Rafael Gama, secretário-geral do Atheneu ONU, acrescentando que deste projeto participam em torno de 25 estudantes do Colégio Atheneu.
A juíza da 1ª Vara Cível e Criminal da Barra dos Coqueiros, Heloísa Castro Alves também conversou com os adolescentes. Ela dialogou com os jovens sobre relações humanas, considerando que a trilha do conhecimento exige não somente apreensão de conteúdos, mas também de habilidades socioemocionais. "A vida é feita de escolhas e a escolha de estar aqui, de aproveitar essa oportunidade do curso para dar uma nova guinada na vida é muito importante para esses jovens. Então, participar deste curso pode impactar a vida desses jovens, bem como a forma como eles reagem ao curso, como captam todos os conhecimentos realmente vai fazer toda a diferença. Por isso, eu trouxe um pouquinho para eles dessa visão de que eles são especiais e que essa oportunidade pode mudar essa realidade deles, de que é um oportunidade única", acrescentou a magistrada.




