Uma segunda-feira a cada mês, o gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) será transferido para o Memorial do Judiciário. A ideia é resgatar a memória do Poder Judiciário sergipano, segundo o presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, que às sete horas desta segunda, 28/08, chegou com toda a assessoria ao local. O Palácio Sílvio Romero foi inaugurado em 1895 e, desde 2004, abriga o Memorial do Judiciário.
“A ideia é trazer para cá não só nossos servidores, como também as pessoas que nos pedem audiência, para conhecer parte da história do Poder Judiciário de Sergipe. O antigo Tribunal de Relação surge nesse prédio, que foi construído para recepcionar os cinco primeiros desembargadores. Por ideia do desembargador Pascoal Nabuco, em 2004, esse prédio se tornou um Memorial, que é muito bem preservado por todos gestores até hoje”, destacou o desembargador Ricardo Múcio.
O Palácio Sílvio Romero, como é chamado o Memorial, além de preservar o acervo do Poder Judiciário também guarda parte da história de Aracaju. “Temos aqui algo único, que é a prova de como esse prédio é antigo, que é esse trilho. À época da criação da capital ele era utilizado para transportar material de construção, vindo da Ponte do Imperador”, informou o presidente do TJSE.
A secretária-chefe do gabinete da Presidência, Paula Primo, lembrou que toda estrutura foi montada no sentido de propiciar a rotina habitual da equipe. “O ambiente é muito acolhedor e bonito, oxigenou e valorizou nosso trabalho”, comentou Paula. A secretária de Tecnologia do TJSE, Denise Martins, foi uma das primeiras a despachar com o presidente no Memorial. “É uma satisfação enorme estar nesse prédio que traz muitas recordações aos sergipanos e que merece ser visitado por todos”, salientou Denise.
História
O Tribunal da Relação do Estado de Sergipe foi criado em 1892, funcionando inicialmente no Palacete da Assembleia Legislativa, atual Escola do Legislativo, na Praça Fausto Cardoso. Em 1895, o presidente do Estado, General Manuel Presciliano de Oliveira Valadão (1849-1921) entregou a sede do Judiciário, na atual Praça Olímpio Campos, onde hoje funciona o Memorial. O Judiciário ocupou o prédio até 1930. Depois disso, funcionaram no local o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a Chefatura de Polícia, o Instituto de Música, o Juizado de Menores, o Fórum Des. Vasconcelos e o Arquivo Geral do Judiciário.
“O Palácio Sílvio Romero é um prédio histórico, que compõe a cultura de Aracaju. É importante frisar que esse prédio é tombado, por isso temos todo um cuidado de preservação. Além das ações educativas realizadas aqui, um outro objetivo do desembargador Ricardo Múcio é dar visibilidade a esse prédio que ainda não é tão conhecido. Então, a vinda de todo gabinete para cá valoriza ainda mais esse espaço”, informou Silvia Ângela Resnati, diretora do Memorial.
Em 02 de dezembro de 2004, após restauração e reforma, a primeira sede do Tribunal passou a abrigar o Memorial do Poder Judiciário de Sergipe, durante a gestão do Des. Manuel Pascoal Nabuco D"Ávila (2003-2005), sob a coordenação do jornalista e escritor Luiz Antônio Barreto. Desde então, a edificação passou a ter como patrono o escritor, folclorista, historiador, crítico literário, advogado, jornalista e poeta sergipano, Sílvio Romero (1851-1914).




