Quem precisou de atendimento no Fórum Des. Pedro Barreto de Andrade, no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro, teve uma manhã diferente nesta sexta-feira. Além da habitual prestação jurisdicional, muita arte e cultura tradicional socorrense para toda a comunidade.
O Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da unidade realizou hoje o encerramento do projeto Arte no Cejusc e o lançamento do projeto Sala de Espera, com uma apresentação do percussionista e educador Ton Toy e os Zabumbadores de Vó Lourdes que movimentou todo o fórum.
A juíza Maria Luiza Foz Mendonça, coordenadora do Cejusc Aracaju, celebrou as iniciativas e o aproveitamento do espaço da unidade também para ações culturais, artísticas e educacionais. “No projeto Sala de Espera serão exibidos vídeos informativos explicando temas como conciliação, mediação, quase um preparo para aquela parte que vai entrar na sala de audiência. E no Arte no Cejusc, que já está na sua segunda edição no fórum, os artistas locais podem exibir suas obras, deixando o fórum mais agradável, aconchegante, para aquelas partes que chegam, muitas vezes com algum receio, e encontram um espaço muito mais acolhedor. E tudo isso ajuda no nosso trabalho”, explicou a magistrada.
Além de vídeos sobre Educação Financeira, solução de conflitos e outros temas de interesse dos jurisdicionados, o projeto Sala de Espera – “Socorro, além do que se vê” - vai exibir também produções audiovisuais que tratam da cultura e das tradições socorrenses, em parceria com as secretarias municipais de Cultura, Turismo e Juventude.
Arte no Cejusc
A segunda edição do projeto Arte no Cejusc contou com a participação das mulheres artesãs da Feirinha do Ipê Amarelo e a exibição de obras de 16 artistas socorrenses, nas modalidades de pintura, fotografia, colagem, modelagem e desenho. “Sou muito grata pelo fórum ter aberto as portas para a comunidade. Muitas artistas aqui hoje não são vistas lá fora e puderam ter este espaço para mostrar suas obras. Nosso município tem uma cultura que precisa ser abraçada. Este é um momento ímpar porque conseguimos contemplar ainda mais pessoas e espero que nas próximas edições continuemos assim”, comemorou a representante do Centro Integrativo Social Carajás, Mirtis Pereira.
A curadora Tabata Machado diz que o trabalho realizado com a exposição ajudou tanto na divulgação da arte produzida em Socorro, quanto na percepção dos próprios artistas enquanto socorrenses. “Muitas vezes estes artistas eram abraçados por Aracaju, São Cristóvão, entre outros locais. Então essa curadoria partiu da ideia de apresentar esses artistas ao público e de criar essa identificação deles com o municípios”, ressaltou.
“Muito importante essa ação para que a gente consiga democratizar mais o acesso. Nós temos muitos artistas em Socorro que precisam desta visibilidade. Então quando a gente pega o espaço do fórum e traz nossas obras, a gente faz com que o pessoal conheça mais da produção local”, enfatizou o artista visual Wécio Grillo, que informou também que a exposição vai percorrer outros espaços no município.
Com apenas 15 anos, Yamin Frazão foi a artista mais jovem a participar da exposição. Ela lembrou de quando começou nas artes plásticas e da oportunidade de já estar com suas obras no Arte no Cejusc. “Sempre desenhei e com 12 anos iniciei na pintura, mas estar aqui hoje é uma emoção muito grande”, comemora.




