Quarta, 16 Agosto 2023 08:12

Encontro do sistema de justiça discute prioridade no acolhimento de crianças e adolescentes

Foi realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ontem, 15/08, em Brasília, o ‘2º Encontro do Sistema de Justiça: a prioridade do acolhimento’. A ideia foi sensibilizar os profissionais da área para a preferência pela aplicação da medida protetiva de acolhimento em Família Acolhedora. O Judiciário sergipano, através da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), foi representado pelo juiz Henrique Mendonça, designado para a 16ª Vara Privativa da Comarca de Aracaju, Juizado da Infância e Juventude.

Conforme o conselheiro do CNJ e presidente do Fórum Nacional da Infância e da Juventude (Foninj), Richard Pae Kim, o Brasil dispõe de inúmeras experiências bem-sucedidas que confirmam o acolhimento familiar. “Precisamos avançar! Não faz mais sentido estarmos ainda explicando para a sociedade a importância do acolhimento familiar. Hoje a família acolhedora é um serviço e há imperativo normativo para que ele seja priorizado”, avaliou.

Em seguida à abertura, a conferência internacional ‘Acolhimento familiar: solução ou problema?’ reforçou os argumentos em defesa da convivência com grupos com mãe, pai e filhos. “É preciso que os tomadores de decisão saibam que é melhor para as crianças e adolescentes se desenvolverem junto a famílias em comparação com abrigos coletivos”, disse o doutor em Psicologia e professor da Universidade de Sevilha, na Espanha, Jesús Palacios.

Durante a exposição, ele compartilhou sua vivência profissional no acompanhamento do desenvolvimento de crianças e adolescentes espanhóis e estrangeiros em processo de adoção por famílias espanholas. Por meio de videoconferência, o professor defendeu a ideia de que as instituições brasileiras devem trabalhar juntas em prol do acolhimento familiar. “Experiências abundantes no Brasil mostram que onde há convicção e vontade, isso é possível, mas depende de uma ação coordenada entre os operadores do direito e os responsáveis pelos serviços sociais de proteção das crianças e dos adolescentes”.

O evento pode ser visto no canal do CNJ, no YouTube.

Fonte: Agência CNJ de Notícias