Aconteceu ontem e hoje, 16/06, no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a 24ª Reunião do Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras para Adoção Internacional de Crianças e Adolescentes (CACB). O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) foi representado por dois membros da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude; e Ivan Júnior, servidor da Corregedoria-Geral da Justiça.
“A reunião das Autoridades Centrais é um momento de entrosamento dos Tribunais de Justiça no sentido de fomentar a adoção internacional como possibilidade de inserção da criança e do adolescente em um lar. Também se discutiu o acesso dos adotados à busca de suas origens e o acompanhamento do pós-adoção como providência a minimizar as diferenças culturais”, destacou a juíza Iracy Mangueira.
O Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras se reúne semestralmente para avaliar os trabalhos efetuados no período e traçar políticas e linhas de ação comuns, objetivando o cumprimento adequado, pelo Brasil, das responsabilidades assumidas por força da ratificação da Convenção Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional.
"Este evento mostra para todo o Brasil e também para os países do exterior que estamos comprometidos com o tópico da adoção internacional. Também destaca para a nossa sociedade e todos os agentes públicos que a adoção não tem fronteiras, mas sim afeto e humanidade", comentou o presidente em exercício do TJRS, desembargador Alberto Delgado Neto, durante a abertura oficial realizada ontem.
A Coordenadora-Geral de Adoção e Subtração Internacional de Crianças e Adolescentes da Autoridade Central Administrativa Federal (ACAF) e Presidente do Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras para Adoção Internacional de Crianças e Adolescentes (CACB), Michelle Najara Aparecida Silva, disse que a reunião é muito importante para o debate direto com todas as autoridades centrais estaduais, com o intuito de discutir o que pode ser melhorado nas adoções internacionais.
"Sempre explico que a adoção internacional ocorre quando o interessado é estrangeiro e quer adotar uma criança brasileira ou quando se trata de um brasileiro que tem a intenção de adotar uma criança estrangeira. Trata-se de uma questão mais complexa, que precisa cuidar de forma intensa como será a rotina das crianças, eis que haverá uma mudança de cultura por ser de abrangência internacional, além de verificar a habilitação das condições de acompanhamento pós-adotivo, analisando se está tudo de acordo com a condições necessárias para uma adoção deste porte", apontou Michelle.
Com informações e fotos do TJRS




