Em celebração ao aniversário de um ano da reinstalação do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), do Marcos Freire II, foi organizada uma programação festiva no Fórum Des. Pedro Barreto de Andrade, em Nossa Senhora do Socorro.
A unidade foi reinstalada em maio de 2022 e, desde então, tem realizado ações voltadas para o fortalecimento da cultura de pacificação social, por meio da conciliação pré-processual dos conflitos, bem como ações que priorizam a cidadania. Neste um ano foram realizadas 404 audiências pré-processuais, as quais resultaram em uma média de 70% de acordos realizados, um aumento de mais de 250% no atendimento e realização de audiências pré-processuais na unidade.
Com relação às ações de cidadania, o Cejusc do Marcos Freire II promove diversos projetos, como Arte no Cejusc, Idoso Esperto, Cejusc Itinerante. O Projeto Escolas no Fórum, que busca estreitar os laços com a comunidade e mostrar o cotidiano do Poder Judiciário para crianças e adolescentes, atendeu 600 estudantes, neste um ano de atividades. O Casamento Comunitário, outra ação de cidadania, em duas edições, contemplou 65 casais.
Na celebração no Fórum Des. Pedro Barreto de Andrade, que ocorreu nesta quarta-feira, dia 10, diversos parceiros do Cejusc foram convidados e receberam certificados. A supervisora do Cejusc Marcos Freire II, Anaire Souza fez a entrega do relatório de atividades à juíza Maria Luiza Foz Mendonça, coordenadora do Cejusc Aracaju, que tem feito inspeções nos Cejuscs do interior.
“O trabalho do Cejusc do Marcos Freire II tem sido surpreendente. Em um ano, eles trouxeram uma nova roupagem, fizeram diversos atendimentos, mais do que dobraram os atendimentos no pré-processual, o Projeto Escolas no Fórum que já tem um certo tempo atendeu 600 crianças no último ano, fizeram um casamento comunitários. Então sim, é um Cejusc vivo, sempre em movimento”, comemorou a magistrada. Ela ainda explicou a importância das ações de cidadania na desjudicialização. “Muitas vezes nós não conseguimos compreender como uma ação de cidadania, de aproximação da comunidade, vai impactar os nossos resultados processuais, mas eles chegam à população. Assim, a comunidade se sente mais acolhida, se sente representada, presente e vem de forma colaborativa resolver os seus conflitos, não permitindo que esses conflitos avancem”, explicou.
As Secretarias Municipais de Cultura e da Educação de Nossa Senhora do Socorro, o Instituto Mangaliza e o Centro Integrativo e Social Carajás são algumas instituições que mantêm parceria com o Cejusc, o que tem potencializado as ações voltadas para os cidadãos que residem no município.
"Esse trabalho mostra que estamos no caminho correto, porque buscamos trabalhar de forma articulada e a parceria com o Judiciário traz benefícios para a população que é tão bem acolhida nesta casa. Este trabalho traz inovação para o fórum, quebrando os paradigmas, mostrando que o fórum é a casa do povo, um lugar onde também podemos fazer a socialização, que é parceiro da comunidade", salientou Natan Reis, secretário de Cultura. "É uma parceira que temos mais de cinco anos, por meio do Projeto Escolas nós Fóruns. Esse certificado é para todos nós, porque podemos promover cidadania para as crianças que anseiam em conhecer a rotina do Judiciário. Ampliamos o projeto e agora nossas crianças também tem a oportunidade de conhecer o Memorial", acrescentou a coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação, Nária Gorete, relatando que uma média de 30 escolas em N. Sra. do Socorro são atendidas pelo Projeto Escolas no Fórum.
"Represento não apenas a comunidade, mas 40 mulheres artesãs que elas vêm aqui e se sentem valorizadas, porque podem fazer a mostra de seus trabalhos. É um trabalho social dentro da comunidade do Marcos Freire. Nós percebemos que o fórum não é apenas um lugar de atrito, de solução de conflitos, mas de acolhimento da nossa comunidade", relatou a presidente Centro Integrativo Carajás, Mirtes Santos.
"Uma honra receber esse reconhecimento, a gente só dar essa parcela que é trazer a comunidade para que conheça a realidade do fórum. Quando a comunidade e a cultura estão inseridas, todos ganham. O fórum deixa de ser aquele espaço frio, as pessoas se sentem acolhidas. No fórum a gente é bem recebido pelo nosso amigo juiz, pela nossa amiga juíza, pelo pessoal da coordenação, então, para nós é uma felicidade participar do trabalho desenvolvido pelo Cejusc", destacou mestre Mangaliza José Roberto de Santana, responsável pelo Instituto Mangaliza, que atende jovens e um grupo de 50 idosas, grupos que já participaram de apresentações de roda de capoeira, samba de coco e maculêle no fórum e também receberam as informações do cordel do Idoso Esperto.
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