Terça, 02 Mai 2023 11:31

Vinte casais dizem o sim em casamento comunitário no fórum do Marcos Freire II

“É gratificante casar com uma pessoa que você gosta, que está do seu lado na vida para compartilhar tudo”. Foi assim que Gladstone Santos Mesquita, montador de móveis, definiu a emoção de casar com Yara Silva de Jesus, auxiliar pedagógica. Juntos há oito anos, eles foram um dos 20 casais que disseram o sim durante casamento comunitário organizado pelo Centro Judiciário de Solução e Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Fórum Desembargador Pedro Barreto de Andrade, no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro.

A cerimônia foi celebrada pela juíza Tatiany Nascimento Chagas de Albuquerque, titular da 3ª Vara Cível de Socorro. “O maior laboratório da nossa alma é o convívio com alguém para dividir as alegrias e as adversidades. Viemos a esse planeta para aprendermos o maior ensinamento que existe, que é o amor. E fazer isso ao lado de alguém, apesar de desafiador, é muito, muito bonito”, disse a magistrada durante seu discurso, desejando aos casais sabedoria, maturidade, alegria e amor.

Após o sim, os casais assinaram os documentos, juntamente com as testemunhas. Todos saíram com a certidão de casamento em mãos. “Como a juíza disse, casamento tem adversidades, nem sempre estamos bem, mas um precisa fortalecer o outro, mesmo nos momentos difíceis. Estou muito feliz porque estou com a pessoa que amo. Foi a melhor escolha que eu fiz”, comentou a noiva Yara.

Outro casal que aproveitou a oportunidade do casamento comunitário foi Elvis Gabriel Vieira Souza, cozinheiro, e Jheymm Dayane Pereira Chagas, operadora de telemarketing. Eles se conheceram na adolescência e namoram durante um ano. “Mesmo depois de termos terminado, nunca perdemos o contato de vez. Sempre teve aquela nostalgia”, contou Dayane.

Há cerca de dois anos, eles se reaproximaram através das redes sociais. Elvis estava morando em São Paulo e passava pela transição do gênero feminino para o masculino. “Quando eu voltei para cá, ela foi a primeira pessoa que fui encontrar assim que desembarquei. Ela acompanhou a transição, a mudança do nome social e me dá força nisso até hoje. Cuida de mim, me protege, me defende de tudo e de todos. Hoje estou feliz da vida, estou realizado com o casamento, com um nome que me representa na certidão”, comemorou Elvis.

O Cejusc abriu as inscrições para o casamento coletivo no dia 5 de abril. Os interessados apresentaram documentos como certidão de nascimento (para os que eram solteiros), carteira de identidade, comprovante de residência (já que era necessário residir em Socorro), entre outros. O procedimento destinado a noivos que comprovaram baixa renda, sendo tudo feito de forma gratuita.

“Esse casamento coletivo foi uma iniciativa do Cejusc, abraçada pelo cartório extrajudicial do 3º Ofício de Socorro. Entendemos que é algo muito importante para os casais que não têm condições financeiras de arcar com o casamento civil”, explicou Ítalo Anselmo Santos, escrevente do cartório de registro civil extrajudicial do fórum. O primeiro casamento comunitário do Fórum Desembargador Pedro Barreto de Andrade aconteceu em novembro de 2022.

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  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE