“É gratificante casar com uma pessoa que você gosta, que está do seu lado na vida para compartilhar tudo”. Foi assim que Gladstone Santos Mesquita, montador de móveis, definiu a emoção de casar com Yara Silva de Jesus, auxiliar pedagógica. Juntos há oito anos, eles foram um dos 20 casais que disseram o sim durante casamento comunitário organizado pelo Centro Judiciário de Solução e Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Fórum Desembargador Pedro Barreto de Andrade, no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro.
A cerimônia foi celebrada pela juíza Tatiany Nascimento Chagas de Albuquerque, titular da 3ª Vara Cível de Socorro. “O maior laboratório da nossa alma é o convívio com alguém para dividir as alegrias e as adversidades. Viemos a esse planeta para aprendermos o maior ensinamento que existe, que é o amor. E fazer isso ao lado de alguém, apesar de desafiador, é muito, muito bonito”, disse a magistrada durante seu discurso, desejando aos casais sabedoria, maturidade, alegria e amor.
Após o sim, os casais assinaram os documentos, juntamente com as testemunhas. Todos saíram com a certidão de casamento em mãos. “Como a juíza disse, casamento tem adversidades, nem sempre estamos bem, mas um precisa fortalecer o outro, mesmo nos momentos difíceis. Estou muito feliz porque estou com a pessoa que amo. Foi a melhor escolha que eu fiz”, comentou a noiva Yara.
Outro casal que aproveitou a oportunidade do casamento comunitário foi Elvis Gabriel Vieira Souza, cozinheiro, e Jheymm Dayane Pereira Chagas, operadora de telemarketing. Eles se conheceram na adolescência e namoram durante um ano. “Mesmo depois de termos terminado, nunca perdemos o contato de vez. Sempre teve aquela nostalgia”, contou Dayane.
Há cerca de dois anos, eles se reaproximaram através das redes sociais. Elvis estava morando em São Paulo e passava pela transição do gênero feminino para o masculino. “Quando eu voltei para cá, ela foi a primeira pessoa que fui encontrar assim que desembarquei. Ela acompanhou a transição, a mudança do nome social e me dá força nisso até hoje. Cuida de mim, me protege, me defende de tudo e de todos. Hoje estou feliz da vida, estou realizado com o casamento, com um nome que me representa na certidão”, comemorou Elvis.
O Cejusc abriu as inscrições para o casamento coletivo no dia 5 de abril. Os interessados apresentaram documentos como certidão de nascimento (para os que eram solteiros), carteira de identidade, comprovante de residência (já que era necessário residir em Socorro), entre outros. O procedimento destinado a noivos que comprovaram baixa renda, sendo tudo feito de forma gratuita.
“Esse casamento coletivo foi uma iniciativa do Cejusc, abraçada pelo cartório extrajudicial do 3º Ofício de Socorro. Entendemos que é algo muito importante para os casais que não têm condições financeiras de arcar com o casamento civil”, explicou Ítalo Anselmo Santos, escrevente do cartório de registro civil extrajudicial do fórum. O primeiro casamento comunitário do Fórum Desembargador Pedro Barreto de Andrade aconteceu em novembro de 2022.
Planejamento Estratégico 2021/2026
Macrodesafio
FORTALECIMENTO DA RELAÇÃO INTERINSTITUCIONAL DO JUDICIÁRIO COM A SOCIEDADE
Macrodesafio
GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS




