Foram assinados na manhã desta sexta-feira, 31/03, no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) os contratos de trabalho de 20 adolescentes em acolhimento institucional do interior do Estado e cinco mulheres do sistema prisional que têm até 24 anos e filhos na primeira infância (até 6 anos). Eles vão participar da nova turma do Programa Jovem Aprendiz, uma parceria entre a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Senac e a Empresa AlmavivA.
“Através da profissionalização se ingressa no mercado de trabalho. Gostaria de ressaltar que a cooperação que a gente mantém como Ministério Público de Sergipe, Ministério Público do Trabalho, Senac e empresas tem conferido novas oportunidades aos adolescentes institucionalizados, principalmente na faixa etária que é mais difícil a inserção na família substituta. Eles adquirem a profissionalização e desenvolvem competências relacionais para uma vida de autonomia”, comentou a juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ.
As aulas acontecerão de forma on-line, permitindo a participação de adolescentes de unidades de acolhimento do interior e também de mulheres do Presídio Feminino. “A novidade dessa edição do Jovem Aprendiz é a expansão para jovens mães do Presídio Feminino que têm filhos na primeira infância”, destacou a magistrada, lembrando que o Senac e as empresas responsáveis pelo pagamento das bolsas têm sido grandes aliados.
A juíza Jumara Porto, gestora da Coordenadoria da Mulher do TJSE, também compareceu à assinatura dos contratos. “A ideia desse curso para as detentas foi das Coordenadorias da Infância e da Mulher com o intuito de qualificar e capacitar essas mulheres para reinserção delas no mercado de trabalho. O Tribunal de Justiça doou inicialmente cinco notebooks e já foi autorizada pela Presidência a doação de mais cinco. A educação é o que empodera a mulher, dá conhecimento. Com esse curso, essas mulheres serão muito mais fortes, poderosas e, sobretudo, mães melhores”, salientou Jumara Porto.
Segundo Adalberto Trindade, diretor de Educação Profissional do Senac, o Curso de Aprendizagem Profissional e Qualificação de Serviços Administrativos tem duração de um ano, com início no dia 25 de abril, sendo as aulas de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio dia. “Esses alunos vão ganhar habilidades e competências para trabalhar na parte administrativa de empresas. É um trabalho de inclusão, que abrirá para eles possibilidades futuras de acesso ao mercado de trabalho”, considerou Adalberto.
A AlmavivA foi uma das empresas parcerias na primeira etapa do Jovem Aprendiz e continua nessa segunda fase. Conforme Luiz Lamenha, consultor de RH da empresa, os adolescentes e mulheres beneficiados com o programa receberão uma bolsa no valor de R$ 710, mais vale-alimentação. “Eles fazem a capacitação teórica com o Senac e executam as atividades práticas em órgãos do governo. Ficam cedidos para os órgãos, atuando nas próprias unidades onde estão. A gente fica muito feliz em contribuir para o início da jornada deles no mercado de trabalho”, disse Luiz.
Para o diretor do Presídio Feminino (Prefem), Augusto Henrique de Jesus, o curso veio em boa hora. “É de suma importância essa parceria do Tribunal de Justiça com a Secretaria de Justiça, proporcionando condições laborativas para essas internas. A estrutura lá está montada, conseguimos junto ao Tribunal a doação dos notebooks. Elas farão o curso on-line e depois o estágio no próprio Prefem. E com a remuneração poderão ajudar suas famílias”, apontou.
Perspectivas
“Estou muito ansioso para aprender coisas novas e também conseguir arrumar um emprego e poder ajudar minha mãe, meu pai, minha avó. Pretendo trabalhar, realizar meu sonho de ser desenhista, ter minha casa, um emprego, meus filhos e construir minha própria família”, confessou um dos adolescentes, de 14 anos, que assinou o contrato do Programa hoje. Ele está acolhido na Unidade Travessia, localizada na Barra dos Coqueiros.
Além dos que ingressaram hoje no Jovem Aprendiz, estiveram no Tribunal outros adolescentes que já estão finalizando o programa. Uma delas, da unidade de acolhimento de Boquim, contou como foi a experiência. “Aprendi muitas coisas que eu não sabia, tive contato com muitas pessoas e estagiei no cadastramento do Bolsa Família. Então, foi muito bom, algo diferente. Abracei essa oportunidade e me fez saber que para ter algo eu preciso trabalhar e conquistar, sem depender de ninguém”, revelou a adolescente de 17 anos.
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