Iniciado em agosto de 2022, está sendo finalizado hoje, 25/01, o Curso de Aperfeiçoamento Continuado na Qualificação do Atendimento Socioeducativo. As aulas aconteceram na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), a partir de uma iniciativa da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), em parceria com a Fundação Renascer e Núcleo Estadual da Escola de Socioeducação em Sergipe (NEES). Participaram profissionais que atuam nas cinco unidades socioeducativas de regime fechado e semiaberto.
“O sistema socioeducativo exige sempre um revisitar na articulação entre setores e, sobretudo, na formação dos socioeducadores, dentro da perspectiva de que eles possam adquirir, cada vez mais, competências para fazer a intervenção socioassistencial, que é tão necessária na internação e na semiliberdade”, ressaltou a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ. Atualmente, cerca de 120 adolescentes cumprem medida socioeducativa em regime fechado e semiaberto em Sergipe.
Os módulos somaram 120 horas/aula e abordaram temas como adolescência e juventude; garantia de direitos e políticas públicas; família e medida socioeducativa; socioeducação na perspectiva dos direitos humanos e instrumentos legais; políticas públicas, intersetorialidade e execução da medida socioeducativa; metodologia do atendimento socioeducativo; e orientações pedagógicas do Sinase. Uma das aulas abordou as práticas restaurativas na socioeducação, com palestra, por videoconferência, de Kay Pranis, idealizadora da Justiça Restaurativa.
Conforme a Diretora do Núcleo Estadual da Escola de Socioeducação em Sergipe (NEES), Vanessa Oliveira Horácio, a intenção do curso foi aprofundar o conteúdo utilizado pelos profissionais no dia a dia. “Participaram profissionais que já atuam na medida socioeducativa. Foi um momento de interação e de trazer novos conhecimentos para aprimorar a prática de trabalho”, explicou Vanessa. A cada aula, os alunos, entre psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, diretores de unidade, agentes de segurança e socioeducadores, receberam exercícios de fixação para produzir em casa.
Um dos alunos foi Márcio Andrade, instrutor da Fundação Renascer que atua na Unifem. “O curso foi importante para construir, cada vez mais, a qualificação dos servidores da Fundação, tendo em vista que nosso trabalho requer muita atenção e envolve instituições que fazem parte do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente que precisam estar articuladas. Com o curso, passamos a entender mais o trabalho em conjunto com a equipe psicossocial e a articulação desses profissionais para que consigamos inserir esses adolescentes na sua comunidade familiar”, comentou Márcio.