Quinta, 27 Outubro 2022 20:14

A Nossa Sergipanidade é tema da 15ª edição da Quinta Juriscultural

Esta semana foi celebrado, em 24 de outubro, o Dia da Sergipanidade, explicado pelo sentimento de orgulho e pertencimento do sergipano pela sua terra, suas tradições culturais e religiosas, sua história, seu falar, suas expressões artísticas e a Quinta Juriscultural reforçou a comemoração. O projeto do Tribunal de Justiça de Sergipe levou ao Memorial do Judiciário uma vasta programação com atividades artísticas e culturais que exaltam o sentimento da sergipanidade.

O Presidente do Poder Judiciário de Sergipe Des. Edson Ulisses de Melo fez a abertura da 15ª edição da Quinta Juriscultural, realizada nesta quinta-feira 27/10. "Esse projeto iniciado na Gestão 2021-2023 do Tribunal de Justiça trouxe para o sergipano o resgate do sentimento de orgulho por esta terra. Nestas quinze edições da Quinta Juriscultural, trouxemos para esta casa, que é uma Casa de Memória, a valorização da cultura, da arte, enfim, das várias espécies de manifestações populares no sentido de gravar a história. Ser sergipano é ter um coração cheio de gratidão, de orgulho por tudo que a nossa amada terra produz, do seu povo acolhedor, desta terra que exporta saberes e talentos", salientou o Desembargador-Presidente.

O espaço do Memorial do Judiciário recebeu o colorido das obras do artista plástico Zé Fernandes, sergipano de Lagarto que foi pintor, professor de artes e produtor cultural. José Fernandes nasceu em 1959 e iniciou nas artes plásticas aos nove anos de idade; faleceu em 2020, em Aracaju. Deixou para os sergipanos e para o mundo uma herança artística composta de quadros, murais, painéis. Suas obras ressaltam temas regionais, evidenciam corpos e rostos femininos; feiras e mercados; pescadores e outros personagens do cotidiano, além de animais, como cavalos, peixes, galos e, sobretudo, pombas.

"Um presente muito grande representar o Zé, porque Zé queria a cultura acessível a todos. Meu coração está cheio de gratidão por ele ter deixado essas obras com esse colorido tão maravilhoso e eu tenho certeza que todas as pessoas quando olham para a obra de Zé sentem o imenso amor que ele dedicava a cada pincelada", expressou Cyntia Maria Alves, viúva de Zé Fernandes. A mostra Zé Fernandes: de Sergipe para o mundo que conta com o acervo do artista e instrumentos de trabalho, cedidos pela família, ficará em exposição no Memorial do Judiciário até o dia 30 de novembro.

"Na Quinta Juriscultural dialogamos com várias áreas do conhecimento, desde o direito, a música, a arte, a literatura, a poesia. Então, o Memorial traz toda a pluralidade, de áreas e linguagens, e se torna um palco para esses artistas e literários", ressaltou Sayonara Viana, que é Diretora do Memorial do Judiciário e, juntamente com Maria do Carmo Déda Chagas de Melo, curadora da Quinta Juriscultural.

Como a Quinta Juriscultural também é um espaço para servidores e magistrados do TJSE exporem suas manifestações artísticas e literárias, o técnico judiciário Ronaldson Sousa, que é escritor e poeta com vários livros publicados e premiado, apresentou um poema autoral e inédito sobre sergipanidade.

"A sergipanidade é um tema sobre o qual eu nunca parei para pensar em forma de poema. Penso que a Sergipanidade está em construção, evoluindo, consolidando-se, por isso me preocupei mais em questionar, perguntar do que explicar. A sergipanidade é uma forma de autoestima, reconhecimento e da maneira de ser, do sergipano se portar no mundo e o poema faz perguntas, usando os elementos da nossa cultura, do nosso Estado", observou Ronaldson.

O incentivo à leitura ocorre em todas as edições da Quinta Juriscultural com lançamento de livros. Nesta 15ª edição foi lançado o livro "Código do Processo Civil do Estado de Sergipe’, de autoria do professor, advogado e Mestre em Direito Alisson Fontes de Aragão.

"Trata-se de um projeto histórico de resgate dos códigos de processo civil estaduais. Não havia notícia do Código de Processo Civil e Comercial do Estado de Sergipe e fizemos uma busca para encontrá-lo e trazê-lo ao mundo editorial. A importância desse material para a pesquisa jurídica vem da evidência de que este Código datado de 1920, o segundo código estadual do Brasil, revela como pensavam os homens do século passado e, por incrível que pareça, o pensar dos juristas sergipanos daquela época era muito semelhante ao pensar de hoje", explicou o autor Alisson Aragão.

E como o tema desta Quinta Juriscultural é "A Nossa Sergipanidade", a noite foi encerrada pelo cantor Sergival, sergipano, sertanejo de Nossa Senhora da Glória. Em sua música, destaca a cultura nordestina, o cotidiano do sertão. Com uma apresentação alegre e singular, presenteou a Quinta Juriscultural com as cores e saberes de Sergipe em ritmo do forró.

"Participar desse evento, falando das cores da nossa terra, trazendo a minha música é um grande orgulho e, ainda maior, é homenagear o poeta e artista das cores que é o Zé Fernandes, é uma imensa alegria", destacou Sergival.

Informações adicionais

  • Fotografias: Raphael Faria - Dicom TJSE