Segunda, 24 Outubro 2022 09:11

Outubro rosa: palestra alerta sobre combate ao câncer de mama

‘Rosa não sai de moda’ foi o tema da palestra proferida na manhã desta segunda-feira, 24/10, pela médica oncologista Karina Ferreira, no canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravada. O evento alusivo ao mês de combate ao câncer de mama, o Outubro Rosa, faz parte do Projeto Meses Coloridos, desenvolvido pelo Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

“O Tribunal de Justiça de Sergipe, através do Projeto Meses Coloridos, tem feito um esforço muito grande para empreender campanhas de conscientização. Temos, em outras palestras, abordado temas dos mais diversos com o objetivo de levar informações não só para servidores do Tribunal, mas para todos alcançados aqui pelo YouTube”, salientou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, ao abrir o evento.

A médica iniciou a palestra falando sobre a história da campanha Outubro Rosa, que teve início nos Estados Unidos, em 1983. O Brasil aderiu ao movimento em 2002, ao iluminar de rosa o obelisco do Parque Ibirapuera, em São Paulo. "A campanha anual tem como foco alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama”, explicou Karina.

A cada hora, seis novos diagnósticos de câncer de mama são registrados no mundo. No Brasil, é a principal causa de morte por câncer em mulheres. “Infelizmente, nossa realidade é que um em cada cinco novos casos já tem metástase ao diagnosticar a doença. A dificuldade de acesso aos serviços de saúde faz com que na rede pública ainda tenhamos uma realidade diferente do serviço privado", comentou a médica. Quando os tumores são menores que um centímetro, a chance de cura chega a 95%.

"Para prevenirmos, precisamos conhecer os fatores de risco, como obesidade e sobrepreso após menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes”, alertou a oncologista. Ainda são fatores de risco a menarca precoce (menstruação antes dos 12 anos), primeira gestação após os 30 anos, menopausa após 55 anos, uso de contraceptivos orais por tempo prolongado e reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Aproximadamente 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com mudanças no estilo de vida. Essas mudanças incluem alimentação saudável, com uma dieta rica em cereais integrais, vegetais, frutas e legumes, limitação do consumo de alimentos processados, carnes vermelhas e açúcar; baixa ingestão de bebidas alcoólicas; prática de exercícios físicos; e realização de exames preventivos periodicamente.

A detecção precoce pode acontecer a partir do autoexame das mamas e dos exames clínicos, que devem ser feitos anualmente a partir dos 40 anos, a exemplo da mamografia. “A recomendação é que a mulher fique atenta ao seu corpo, especialmente a sua mama. A mulher precisa ficar atenta a nódulos visíveis na axila, na mama, pele com covinhas ou depressões, inchaço total ou parcial da amam, mudanças, como inversão do bico, dor na mama, irritação na pele ou mudança da textura e sangramento. Em qualquer desses casos, deve procurar um médico para investigação”, alertou a oncologista.

A médica falou também sobre os tipos de tratamento para cada estágio do câncer de mama. “Em relação à quimioterapia, sempre houve um estigma muito grande, que a mulher ficava acamada. Mas a quimioterapia não é um bicho de sete cabeças. Existem os efeitos colaterais, que são manuseáveis e a mulher retoma sua rotina normal”, observou a médica, ao apresentar exemplos de mulheres públicas que foram curadas do câncer de mama, como a apresentadora Ana Furtado.

Ao final da palestra, a médica Luciana Nobre, Diretora do Centro Médico do TJSE, agradeceu a palestra. “Foi uma palestra esclarecedora, objetiva e de fácil compreensão para qualquer pessoa que a veja no nosso canal no YouTube. Internamente, temos feito uma campanha sobre a necessidade dos exames periódicos, no qual a mamografia está inserida. Aproveitamos a oportunidade, para dizer às servidoras e magistradas que realizem seus exames periódicos”, destacou Luciana Nobre.

 

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